Bodegas em Mendoza – Norton

Norton 1

Dois dos meus dias em Mendoza foram dedicados exclusivamente ao vinho e correlatos.Todas as agências de Mendoza oferecem o mesmo passeio pelas bodegas – todos os passeios são à tarde, e incluem duas visitas: uma a uma bodega mais familiar e artesanal, outra a uma bodega grande com processo mais industrializado. A agência não informa qual bodega você vai visitar, pois deve partir do princípio que você quer ver bodegas, e não uma ou outra em particular. Pra quem quer conhecer especificamente esta ou aquela, tem que se virar sozinho ou pagar uma fortuna às agências.Eu estava com meus colegas de curso de espanhol Mattias (Suécia) e Jory (EUA), e resolvemos nos virar sozinhos. Combinamos um taxi para nos levar, aguardar e nos trazer de volta. Num dia nos cobraram 130 pesos, em outro dia foi 115 pesos. Não me lembro o preço do passeio por agência, mas o nosso passeio ficou quase que o mesmo preço, sendo que nós escolhemos as bodegas a visitar. Foi bem mais interessante.

 

Norton Degustacao

Ah, sim, e junto conosco estava o nosso professor de espanhol, de óculos aí no meio…A primeira deste dia foi a Norton. Chegamos quando estava acabando uma visitação e, na maior cara de pau, começamos pela degustação.Isso porque o Jory já tinha ido em todos os eventos de vinho da cidade e conhecia todos os atendentes e sommeliers… ao chegarmos à área de degustação da Norton, o atendente o reconheceu e, ao saber que tínhamos pouco tempo, se propôs a fazer a visita à bodega conosco, de trás pra frente! :-)))

Foi ótimo. Primeiro experimentamos os vinhos…

Depois passeamos pelas caves e vimos os vinhos em suas guardas… olha a minha carinha feliz. hehehe!

 

Norton Cave

Quase no final da visita “de trás pra frente”,(sem boas fotos…sorry!) ele nos mostrou barris antigos gigantes onde vinhos populares ficam armazenados. Um dia por ano, a Norton abre para a comunidade comprar vinho a preço de custo, bastando trazer a garrafa. Neste dia, mendoncinos de garrafão de 3 ou 5 litros na mão fazem fila pra poder encher suas garrafas com o vinho da Norton. Não sei se isso acontece em outras empresas, só lá isso foi mencionado…Pulamos o processo produtivo, que todos já conhecíamos e não queríamos ouvir de novo (e ainda ouviríamos algumas outras vezes). Passeamos um pouco pelos vinhedos, uma vista linda com a pré-cordilheira ao fundo (um pouco mais baixa que as nuvens na foto). E tocamos para a bodega seguinte: Luigi Bosca.

O site da Norton é www.norton.com.ar.

norton vinhedos

 

Anúncios

Vinícolas em Mendoza – Escorihuela

Vinícolas… ou bodegas, que é o nome que eles dão pras vinícolas por lá.

Visitei um monte nas minhas férias em outubro. Ainda ficaram muitas para eu visitar numa próxima vez… pois Mendoza vale um retorno: é linda, tem vinho, tem esportes radicais, tem natureza e tá na Argentina… pertinho e baratinha.

Pelo que pesquisei, o esquema de visitação de todas é o mesmo. Você conhece a bodega, eles explicam o processo de fabricação de vinho e depois você participa de uma degustação. Todas as visitas que pesquisei/fiz foram gratuitas, o que acaba comprometendo a qualidade da visita e da degustação… Quando você já está na terceira bodega, você não aguenta mais ouvir a explicação a respeito dos barris de carvalho importados da França (às vezes, EUA) e a substituição por grandes reservatórios de aço inox para os vinhos mais populares.

Pra sair desse esquema, você tem que conhecer alguém pra poder te levar num esquema especial de visita. Meu amigo Jory, americano apaixonado por vinhos, conheceu tuuuuudo de uma bodega artesanal.

A primeira bodega que conheci foi a Escorihuela, a mais antiga da cidade, pelo que soube. Você chega até ela de ônibus, fica dentro da cidade. Ok, os vinhedos dela não ficam do ladinho da bodega, estão em outro lugar. Ah, lá tem um restaurante que dizem que é fabuloso (não conheci, não posso opinar).

 

Escorihuela

 

 

 

Este espaço na foto já foi utilizado para armazenamento de vinhos, hoje não mais. Esse barrilzão enorme de carvalho tem um entalhe com Baco em destaque, bem no meio, tá vendo? Foi feito em homenagem a um dos aniversários da Bodega, que já tem mais de 100 anos. Não me lembro mais se foi o aniversário de 50 ou de 100 anos, isso é o que dá deixar pra postar as informações tanto tempo depois. Tudo fica vago…  

A visita tem horário, melhor ligar antes pra saber direitinho. É gratuita e lá tem uns souvenirs bem legais. Comprei um corta-gotas lindo, com a marca da bodega. Aliás, saí por Mendoza comprando vários acessórios de vinhos das mais diferentes bodegas.

Uma festa! Endereço da Escorihuela – www.escorihuela.com.ar

 

Congestionamento

 

congestionamento

 

Esta semana nevou em alguns lugares da Argentina, como Buenos Aires, o que não acontecia há 80 anos. Mas na fronteira com o Chile, a cordilheira vive tendo ocorrências de nevasca.

Essa foto aí foi na  num passeio para ver, bem de longinho, o Aconcágua, saindo de Mendoza. Você chega até quase a fronteira com o Chile. Como tinha nevado na noite anterior, todos os caminhões e ônibus têm que esperar a estrada ser liberada pelas autoridades dos países – e é uma estradinha perigosa, cheia de ‘caracoles’, mas muito bonita… pelo que soube, pois ainda não fiz essa passagem Mendoza-Santiago. Os caminhões estão estacionados à espera, mas também há filas de ônibus, com mais pressa de chegar ao destino.

Obviamente, um congestionamento parecido deve estar também do outro lado da Cordilheira,  com o pessoal do Chile querendo passar pra Argentina.

Os ônibus ficam na fila que demoooooora horas para liberação. Dizem que é uma excelente forma de passar de um país para o outro – mas só quando o tempo tá bom… senão, é atraso na certa. Quem faz o caminho com frequencia nem se aborrece mais.

Alguns minutos mais de estrada e você chega na entrada do Parque do Aconcágua. O passeio só chega até ali, na entradinha, mesmo. Nesta foto, o Aconcágua é o pico à esquerda que você não vê, pois ele tava tímido e se escondeu atrás da nuvem. E a nuvem não saiu dali até a hora de irmos embora. Grrrrr.

 

Aconcágua

 

O passeio durou todo o dia e custou 60 pesos, na Argentina Rafting. Tiveram outras paradas também, na Puente del Inca, onde almoçamos.