Chegando em Barcelona…

O voo de Roma (aeroporto de Ciampino) para Barcelona (aeroporto de Girona) foi bem rápido e tranquilo. Nós chegamos de noitão e desta vez, voilá, não foram vendidos bilhetes de ônibus dentro do avião. Chegando em terra, entendemos o porque: só existia uma companhia de ônibus fazendo o trajeto pra Barcelona, por 12 euros… eu e Carol achamos um absurdo e fomos procurar outras alternativas. Quem sabe, rachar um taxi com mais 2 pessoas? Tão tolinhas, nós duas… o taxi era 150 euros. Então tá, vamos de ônibus…

Engraçado é que antes da viagem eu peguei um monte de informações sobre transportes de aeroportos para os centros das cidades onde iríamos. Essas dicas quase que não serviram pra nada, pois os aeroportos bem-servidos de infraestrutura de transporte (metrô, onibus e qq outro meio que vc imaginar) é sempre o aeroporto principal. Como a Ryanair só voa pros aeroportos de segunda grandeza, o jeito era a gente se virar com o que o aeroporto oferecia, e isso era, na maioria das vezes, uma companhia apenas com um preço somente. Onde está a livre concorrência?

Bom…. a saída de Girona foi demorada, e até Barcelona foi mais de 1h de onibus. Chegamos numa estação central de ônibus, mas era mais de 23h, a estação meio deserta… seguimos o fluxo para a estação de Metrô mais próxima, que também já estava quase fechando. Nem senti que estava na cidade que menos dormia na Europa! Saímos do metrô na Praça Catalunha, e procuramos o nosso hostel, que ficava a 100m da Praça. Só foi necessário encontrar a rua… ainda bem que a recepção do Hostel tava funcionando! Ficamos meio receosas de dar com a cara na porta, pois não sabíamos que demoraríamos tanto pra chegar. Foi mais tempo no deslocamento em terra que no ar… 😉

O Hostal Plaza, onde ficamos, não é um hostel recomendável. Ele é antigo, cheira o tempo todo a cigarro. O atendimento foi ok, nada demais, mas achei a estrutura meio mal conservada. Mas, em compensação, é super bem localizado. A Praça Catalunha (como já disse, a 100m do hostal), é ponto de chegada e partida pra tuuuudo. E tem um centro de informações turisticas embaixo da praça (é, embaixo mesmo, vai de escadinha rolante…) onde você não só tem todas as informações necessárias para fazer qualquer coisa em Barcelona, como também tem uma lojinha de souvenires bem lindinha onde você pode achar vários mimos da cidade. O chaveirinho da minha casa que uso hoje eu comprei lá. Foi 1 euro mais caro que quando eu vi na casa de Gaudí e fiquei fazendo doce pra comprar (bem-feito, bem-feito, bem-feito…). Mas nem tudo é mais caro, a Carol achou uns presentinhos lá mais barato que em outros lugares. Ou seja, se não quiser ficar batendo perna procurando souvenir, é um bom lugar pra comprar coisinhas de qualidade. Ponto.

Pagamos uma média de 23 euros por noite, em quarto só pra nós duas, banheiro compartilhado, sem café da manhã. Ao contrário de Roma, onde fomos super mimadas pela Mônica, aqui em Barcelona nos viramos sozinhas, a cada dia vendo uma pessoa diferente na recepção do Hostel e sem afinidade com nenhuma das pessoas encontradas. 😛 Acho que a única coisa que valeu mesmo no Hostal Plaza foi o elevador – até agora, acho que o elevador mais legal que já andei em toda a minha vida, hehe. Ele é antigão e, diferente de todos os elevadores existentes na Europa, esse elevador é suuuuper espaçoso. As portas dele têm maçaneta e você tem que fechar direitinho, senão ele não sobe. Dentro do elevador, dos dois lados, banquinhos de madeira pra sentar. Um luxo! Vejam se não é lindo:

 

Mais de perto, eu voltando as comprinhas feitas no Carrefour das Ramblas:

 

 

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E ainda tem mais o que fazer em Dublin…

Alem dos passeios super culturais  jah descritos, conheci o Museu Irlandes de Arqueologia e o de Arte e Cultura. Esse ultimo tinha uma replica de navio viking temporariamente exposto, que em marco iria pra agua pra navegar ateh a Noruega.

navio viking

Tambem fomos na St. Patrick Church e na Christ Church, essa com um sitio arqueologico ao lado de uma igreja bem antiga, de aproximadamente 500anos depois de cristo. A igreja em si ja eh bem antiga e num estilo bem medieval. Gostei das portas laterais, as armacoes de ferro eram tao bonitas…

christ church

Tambem fui contemplada com um jantar irlandes na casa onde a Carol estah hospedada. Comi salmao defumado com pao, um frango com um tempero totalmente diferente que nao identifiquei, e cuzcuz marroquino. Tava tudo bem gostoso. Olha o pessoal ai.

jantar

 




Comidinhas em extinção

Semana passada fui presenteada com uma comidinha baiana que está em extinção, o acaçá. Ele tá em extinção, segundo fui informada, porque é difícil de fazer, de conservar, estraga logo…dá um trabalhão… etc etc etc.

Ele tem um sabor parecido com o da tapioca, mas a consistência é diferente. E a forma é de um mini abarazinho, embalado nessas folhas de bananeira. É comida de orixá, origens africanas.

Acho que, se não tomarmos muito cuidado, outra comidinha que pode entrar em extinção é o pão de queijo caseiro. Porque há uns 15 anos atrás, havia duas possibilidades de comer pão de queijo, em Minas: ou comprar na padaria, já pronto, quentinho, ou ajudar a fazer a massa em casa e colocar pra assar, por aquela receita que só a sua familia tinha, e que era melhor quando a sua mãe/tia/vó fazia. Minha mãe mesmo tinha umas 3 receitas, que fazíamos com frequência, desde que tivesse um queijo digno de ser utilizado para este fim e era quase um ritual familiar – um ajudava a ralar o queijo, o outro mexia a massa (cansa…) etc etc….

Hoje não – apesar de não ter o sabor desses aí, a gente acaba comprando esses pães de queijo congelados, da Casa do Pão de Queijo ou Forno de Minas ou outro que se diz caseiro qualquer, que só enganam quem não é mineiro. Pra mim, eles parecem biscoito de ovo. Não tem queijo!!!! Impressionante!!!!

Mas há uma exceção: o Pão de QUeijo do Supermercado Verdemar, em BH. Não tem gostinho ‘roots’ de pão de queijo caseiro, mas é um congelado que vale, tem sabor, tem queijo, tem cheiro bom. Deve haver uma dessas doninha com cara de tia da gente coordenando a linha de produção, só pode….