Ciao, Roma!

Ciao em italiano tanto significa tanto “oi” quanto “tchau”. Eles dizem “Ciao” pra tudo, é uma palavra coringa boa de se usar, mas que usamos meio encabuladas no início, parecendo que em vez de estarmos cumprimentando, já estamos é dispensando a pessoa com quem acabamos de começar a conversa….

E chegou a hora de dizer Ciao pra Roma!

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 Mas precisamos registrar nosso ‘expediente’ em Roma: ficamos no Bed and Breakfast Night and Day, um dos mais baratos que encontramos no Hostelworld, e com excelentes recomendações, principalmente quanto ao atendimento da Mônica, dona do B&B. O lugar é bem simples, é praticamente 1 apartamento grande no primeiro andar de um prédio. São 3 quartos coletivos e 1 quarto duplo. Íamos pagar 18 euros num quarto coletivo (pechincha, pra Roma…), mas eis que ela nos colocou num quarto duplo, pois o B&B não tava cheio. O quarto era 30 euros, mas ela só queria receber os 18 combinados. Acabamos arredondando pra 20 euros. O único ‘senão’ é que o banheiro é coletivo, mas como o hostel tava bem vazio, não foi problema. Se ele estivesse todo ocupado, acho que viveríamos alguns momentos de stress.

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O café da manhã era razoável, nada demais. Café italiano (forte, bommm), torradas, geléia, suco de caixinha, croissants. O mais legal do café diário era a presença da Mônica, que pegava um mapa de Roma (ela tem um blocão A3, tipo risque-rabisque) e mostrava pra gente os lugarezinhos que a gente não podia perder: a sorveteria maravilhosa Palazzo del Freddo perto da Termini; os restaurantezinhos em Trastevere (a gente sempre chegava cedo demais e eles estavam vazios…); os pontos de metrô. E sempre falando um inglês macarrônico, uma simpatia. A expressão clássica dela era “five minutes walking”, pra falar que tudo tava perto. Só que, com o sotaque italianão, eu e a Carol entendíamos “five minutes working”. No início foi difícil captar a mensagem… 😉

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Finalizávamos o café da manhã e ela queria que levássemos o resto para um lanche de tarde. Pena que só fizemos essa marmitinha em 3 dias. Quebrou um galhão.

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Para passear por Roma e suas atrações, usamos o Roma Pass. São 3 dias de transporte gratuito, acesso gratuito às 2 primeiras atrações pagas e desconto nas seguintes. A maior parte de nossos passeios fizemos andando, pelo menos a ida. Assim, só utilizávamos o Roma Pass pra voltar pra casa, bem tarde, bem cansadas e já bem longe do hostel.

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Tudo dá pra fazer a pé, exceto o Vaticano, que até dá pra ir caminhando, mas aí vc vai perder o tempo que devia gastar conhecendo o museu e a Basílica…

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Com 5 dias em Roma, pudemos conhecer tudo o que desejávamos, com todo o tempo do mundo. Creio que a única atração que tivemos que visitar correndo foi a Capela Sistina, por termos nos extasiado com o resto do Museu do Vaticano e perdermos a noção da hora… 😛 Mas deu até pra voltarmos ao Vaticano num dia mais tranquilo, pra comprar mais presentinhos que tinham que ser comprados dentro da Basílica.

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Roma é a minha cidade preferida de todas que já visitei, em minhas viagens, até agora. Já mal posso esperar pra poder de novo aproveitar as escadarias da Piazza Di Spagna, reencontrar a Fontana Di Trevi, me perder em suas ruas e poder dizer Ciao mais uma vez!

ForumVistodoColiseu

Fim do dia no Castelo

Em nossa maratona de Museu do Vaticano e Basílica de São Pedro, ainda arranjamos tempo e disposição para conhecer o Castelo de Sant´Angelo. Lá foi enterrado o meu xará, o Imperador Adriano (não, não é o jogador de futebol). Foi legal porque nesse dia o castelo ficou aberto até mais tarde (20h). O dia rendeu um bocado…

De lá de cima vc pode apreciar uma vista maravilhosa da cidade. Nós tivemos o prazer de aproveitar o por-do sol. Foi muito lindo. De lá dá pra ver o Rio Tibre também (ou Tevere, escolha…) 

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Praticamente na frente do Castelo, tem a ponte de SantAngelo, a mais bonita que atravessa o rio. Pena que as fotos do castelo não ficaram boas… Mas clicando aqui você sabe mais sobre o castelo e vê umas fotinhas… 😛

AdriPonteSantAngelo

Nosso encontro com São Pedro

Eita que esse título pro post ficou meio esquisitinho…. 😛 Mas o encontro foi em planos terrenos, mesmo!

A Basílica é linda e grandiosa. Repare bem no tamanhinho das pessoas nessa foto pra ter uma idéia do tamanhão do prédio. As letrinhas em latim acima das colunas da fachada têm 2m de altura. Pronto, vai calculando o resto aí….

BasilicaAdri

Dentro da Basílica, muitas atrações para ver. A Pietá, de Michelangelo; túmulos de diversos papas; o tesouro da Basílica, em museu pago, dentro do edifício; o que eu não sabia é que lá dentro também tem uma estátua de São Longuinho, obra de Bernini (ele de novo!). Só descobri de volta ao Brasil.

Uma das atrações principais é a estátua em bronze de São Pedro, do lado direito da nave de Basílica. É costume de todos que entram lá beijar um dos pés da estátua, ou passar a mão no pé, para buscar a bênção de São Pedro. Resultado: o pobre do São Pedro quase não tem mais dedos. De tanto passarem a mão, o pé dele está se deformando. Também, há sempre uma filinha pra poder passar a mão no pé do santo. Imaginem, séculos e séculos… Inclusive, olha a Carol aí na foto, fazendo a parte dela.

SaoPedroCarol 

Vejam o detalhe do pezinho….

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Para saber mais sobre os números e grandiosidades da Basílica de São Pedro, clica aqui

É, fomos em Roma e não vimos o Papa!

Inclusive, na verdade meeeessssmo, fugimos dele! Mas deixa eu explicar antes que nossa mãe leia isso e ache que nos tornamos hereges ou desconfie dos motivos de nossa viagem!!!

Decidimos deixar para ir ao Vaticano na quarta-feira, dia em que acontecem as famosas audiências com o Papa. Qualquer um pode participar, desde que consiga pegar um disputado ingresso no dia anterior, de graça, no Vaticano mesmo. Mas em vez de irmos pra audiência, resolvemos ir ao Museu e à Basílica, apostando que a maioria dos interessados no Vaticano neste dia estariam mais interessados em ver o Papa (afinal, estando em Roma…). Pois bem, nossa idéia saiu melhor que a encomenda! Vejam aí a entrada do Museu do Vaticano e a fila que a gente pegou!  

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O que, vc não está vendo fila? Pois é, a gente também não viu! Não é maravilhoso? As filas no Vaticano são quilométricas. Andam depressa, é verdade, mas da outra vez que vim me assustei com o tamanho…. desta vez, me assustei de não ver fila nenhuma. Ótimo!

Aí deu para aproveitarmos bastante todos os salões do Museu do Vaticano. Aqui, um dos salões dedicados à arte greco-romana…

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Essa estatuazinha de escorpião da exposição egípcia….

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Aqui, os salões dos mapas…. já estávamos a umas 3 horas dentro do museu….

VaticanoSalaMapas

Aqui um quadro que sempre quis conhecer…A Escola de Atenas, de Raphael Sanzio! A Vânia, minha professora de História lá no Colégio Imaculada,  falava muito desse quadro,eheheh. Nele, Raphael pintou os principais filósofos da antiguidade, mesmo os que não eram da mesma época. E aproveitou pra se retratar também, entre os figurantes, e também retratou alguns colegas da época (dele, não dos filósofos). Danadinho, vai ver que foi daí que Hitchcock pegou inspiração! 😉

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Aqui a explicação do quadro, que eu fotografei também, pra não ter que escrever depois… hihi.

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Mais algumas salinhas e eis que de repente ela estava logo após a porta seguinte: a Capela Sistina! Última atração a ser vista no Museu do Vaticano. Eu estava emocionadíssima, com guia na mão, pra poder analisar todas as pinturas; e Carol, curiosíssima, pois eu falei maravilhas da mega famosa capela. Era assim: a Carol se encantava com um quadro, e eu dizia: “isso é porque vc ainda não viu o teto da Capela Sistina”. Ela via um painel e eu falava: “mas quando você ver o ‘Juízo Final’ é que você vai babar”…. resultado: a Carol achou a Capela ‘até que legal’, mas não essas babas todas que eu passei dias recitando.

Depois dessa experiência com expectativas, toda vez que encontramos uma atração que ouvimos muito falar e que não achávamos grande coisa, falávamos que tinha rolado um ‘efeito capela sistina’. Aconteceu algumas vezes ainda nessa viagem…

E nem pudemos apreciar muito a Capela, pois demoramos tanto no resto do museu que eles já estavam quase pra fechar tudo. É que no inverno o Museu fecha mais cedo. A gente até que sabia disso, mas depois que nos perdemos vendo tanta coisa linda, realmente não demos muita atenção à administração de tempo. Tanto que, a essa altura, também estávamos morrendo de fome.  

A Capela Sistina tem um acesso direto para a Basílica de São Pedro, pra vc não precisar passar pelo esquema de segurança de novo. Mas, acho que porque o Museu estava fechando, esse acesso estava fechado e tivemos que sair pelo mesmo lugar que entramos.  E só então percebemos essas escadarias para chegar ao térreo do museu.

É mais uma obra de arte. Ela é em hélice dupla, ou seja, não dá pra perceber numa primeira olhada, mas ela tem dois ‘inícios’ lá embaixo. É como se tivesse ‘mão’ e ‘contramão’. Bom… A Carol já gosta de uma escada… Até então, a preferida dela eram as escadarias do MAM do Solar do Unhão, que perto desta aqui virou básica, básica. Entretanto, pra ter uma casa que coubesse uma escadaria como a do Solar do Unhão ela já ia ter que ganhar muuuuito dinheiro. Pra ter essa escadaria aqui então… Só mesmo comprando um palácio.

VaticanoEscada

 Saímos do Museu e demos a volta no muro enoooorme que cerca o Vaticano para poder entrar na Basílica de São Pedro. No caminho, já contei, paramos para comer uma massa horrível. Comer mal é o cúmulo do desperdício de nosso rico dinheirinho, mas estávamos famintas, emitindo sons guturais e sem muita paciência nem pra conversar uma com a outra e até que a gente tentou procurar um lugar legal, mas não tínhamos nenhuma boa referência no local. O jeito foi entrar em um dos restaurantes mega turísticos no caminho. UFA. Pausa pra recuperar as energias, tomar uma água e continuar nossa saga do dia na Basílica.

Nostra Dolce Vita

 Podem fazer, que funciona. Essa primeira foto, obviamente, não foi tirada em dezembro de 2007, com o tenebroso inverno europeu à caminho. Foi em Julho de 2004, verão de 33ºC, quando me deslumbrei com a Fontana Di Trevi pela primeira vez e investi alguns centavos de euro (euro a R$3,80 na época, êta chutação de balde danada…) nos desejos clássicos: ‘quero voltar aqui’, ‘quero voltar aqui’, ‘quero voltar aqui’!!!!  😛 
Trevi2004
Funcionou! Agora sim, Adri com cara e roupa de dezembro de 2007. E jogando mais centavos de euro, desta vez com a cotação de R$2,70 (arredondando pra cima), pra garantir o mesmo resultado da vez anterior: “quero voltar aqui”, “quero voltar aqui”, “quero voltar aqui”!!!!!
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A Fontana Di Trevi marca o ponto final de um dos mais importantes aquedutos da Roma antiga. Ela é linda de se admirar e pra mim é sempre motivo de deslumbre, pois ela é majestosa (26m de altura e 20m de largura).
Ano passado o mesmo cara que jogou as 500mil bolinhas Escadaria Espanhola abaixo já tinha, antes, tingido a Fontana Di Trevi de vermelho. Clica aqui pra ver o videozinho.
As moedinhas são recolhidas sempre às segundas-feiras, e dão mais ou menos 2mil euros por semana, destinados a instituições de caridade e ONGs. Pra saber mais da história da Fontana (tou íntima), clica aqui!

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Piazza Di Spagna – meu lugar preferido em Roma!

Ei, essa é a Piazza Di Spagna? Não… mas foi aqui que eu e Carol começamos o dia, na Piazza del Popolo. E passamos lá muito mais tempo que pensávamos, devido a essa feirinha aí atrás…

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 “Popolo” significa “povo”, ou seja, essa é a “Praça Castro Alves” de Roma. Nela se encontram duas igrejas idênticas, as Santa Maria in Montesanto e Santa Maria dei Miracoli. Ela também tem um obelisco no centro, de 1200 anos AC. Coisas dos imperadores romanos. Inclusive, eles tinham uma cisma com obeliscos, né? Eles estão em toda parte… hum…  Aqui, as igrejas gêmeas e o obelisco no meio da praça. Ah, na frente, a Carol. 😛

PopoloCarol

 Também na praça está a Igreja de Santa Maria del Popolo, onde vc pode apreciar obras de Bernini (ele está por toda Roma…) e Caravaggio. Eu e Carol viajamos buscando Caravaggios em todo lugar. E o encontramos, o que era sempre muito bom!

Enfim, depois de passear pela Piazza del Popolo, vê-la do alto, aproveitar a feirinha, entrar nas igrejas, tirar foto com o obelisco… pegamos  uma das ruas do lado das igrejinhas gêmeas e tocamos para a Piazza di Spagna! OBA!

Chegamos lá depois de andar nas ruazinhas cheias de grifes e já morrendo de fome, o que significa total mau humor da nossa parte. Então, sentamos nas escadarias e comemos nossos croissants com chocolate quente da Barcaccia, cafeteria que fica em frente à praça. E curtimos o movimento.  

AdriPiazzaDiSpagna

A Piazza Di Spagna tem esse nome porque a embaixada da Espanha ficava ali. No seu centro, tem uma fonte (de Bernini, de novo) em forma de barco, a Barcaccia. E em sua frente, uma escadaria enoooorme, chamada (tcharam!) Escadaria Espanhola. No verão vc quase tem que reservar lugar pra sentar nesses degraus, fica lotado de gente! Gostei muito de voltar e ficar ali sentadinha ‘quentando sol’, como dizemos em Minasssss…..

 Subimos as escadarias (arf, arf…) pra visitar a Igreja Trinitá dei Monti.  A vista de lá é bem legal. E tem esse restaurantezinho bem interessante (e caro) lá em cima, o Il Palazzetto. A foto é pra eu não me esquecer de voltar lá, já que dessa vez a gente não usufruiu dos serviços do mesmo…

SpagnaRestaurante

 Aproximadamente 1 mês depois da nossa visita, um tal de Grazianno Cecchini promoveu uma ação para chamar atenção da mídia. Ele jogou 500mil bolinhas plásticas coloridas escadaria abaixo. Ah, eu ia adorar estar lá pra ver!!! Clique neste link para ver o video, e aqui também. 

Bom, tínhamos que continuar nosso passeio, então depois de nossa horinha na Piazza, seguimos para a Fontana Di Trevi, via um pequeno desvio pela Via Dei Condotti. Essa via é repleta de lojinhas fashion, como Armani, Prada, Dolce&Gabanna… só o básico do básico, como podem ver…

Mas no nosso livrinho o lugar que a gente queria conhecer era o Antico Caffe Greco, um dos cafés mais antigos e famosos da cidade, de 1760. Por lá já passaram muitos filósofos, pensadores e artistas em geral. E eu e Carol só passamos mesmo… O lugar é muito lindo, outra viagem no tempo no meio de tantas outras que fizemos por Roma. Olha aí a fachada…

SpagnaCaffeGreco

Em tempo de Natal, as ruas estavam todas decoradas (repararam no ‘lustre’ em frente ao Café Greco?). A decoração abaixo foi encontrada em ruazinhas próximas à Via dei Condotti.   São garrafas de champagne estilizadas como bolas de Natal. Isso foi uma ação da Mumm, champagne francesa, que patrocinou ALGUNS QUARTEIRÕES dessa região. Na porta de um dos hotéis que passamos em frente, um stand com degustação. Nas lojas, a decoração as vitrines sempre contemplava garrafas da marca. Além, claro, dos baldezinhos com as ditas para atender aos clientes que se aventurassem a comprar um presentinho. Achei bem interessante! Notaram o tapetinho vermelho nas calçadas? Um luxo…

 

SpagnaMumm

A lenda da loba de Roma

 Eu e Carol estivemos, em nossas andanças, em poucos museus em Roma. Entre eles, os Museus Capitolinos. Primeiro, explico: Roma é, não tenho como não usar o batido termo, “um museu a céu aberto”.  A melhor coisa mesmo é andar, andar, e de repente descobrir coisas, ou então traçar um roteirinho, ir seguindo as ruelas… e se perder, hehehe. Além do Museu do Vaticano, queríamos ir a outro museu. Tínhamos 2 opções, a Galeria Borguese, do outro lado da cidade, e os Capitolinos, sequência no passeio Coliseu-Forum Romano. Aí lá fomos, para terminar a nossa tarde com chave de ouro. E para usar a segunda entrada grátis do nosso Roma Pass, que dá direito a 2 entradas gratuitas e descontos nas seguintes (a primeira que usamos foi no Coliseu), além de transporte gratuito por 3 dias.

MuseusCapitolinos

Recomendo muito a ida aos Capitolinos. O museu é enorme! Investimento bem empregado.

A nossa única falha foi esquecer de carregar conosco alguns euros para a lanchonete, pois é preciso deixar os pertences no guarda-volume. Estávamos só com umas moedinhas, e a  lanchonete que tem no terraço exibia sanduíches tão lindos… e gostosos, porque conseguimos dividir um com a pouca grana perdida nos bolsos! 😉   Tava frio, então não aproveitamos a área externa, mas ali, no verão, deve ser uma delícia!

Entre as várias obras de arte que vimos lá, estava a estátua da Loba que amamentou os gêmeos Rômulo e Remo. Conhecem a história?

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Dizem os romanos que Roma se originou desses dois babies aí, Rômulo e Remo. Eles foram abandonados pela mãe perto do rio Tibre (ou Tevere), uma sacerdotisa que foi seduzida por Marte/Ares, o deus da Guerra. Sim, os fundadores de Roma já tinham essa vocação de conquistas e disputas no sangue, hehe. Mas eis que uma loba os acha e, em vez de devorá-los… passa a amamentá-los (dizem que foi Ares que mandou a loba… mitologia grega é isso aí). Depois de mais crescidinhos, foram encontrados por um casal de pastores. Depois de crescidos e de fundarem a cidade que viria a ser Roma, durante uma briga Rômulo matou Remo e tornou-se, por exclusão, o primeiro rei de Roma. :-S

A continuação da história é engraçada, pois a cidade foi povoada em seu início por exilados, ladrões, escravos fugidos, ou seja, a escória da humanidade. E não havia mulheres. Então eles decidiram roubar as mulheres da cidade mais próxima, que eram as Sabinas (já ouviu falar do “rapto das Sabinas”? pois é esse mesmo…). Bom, na hora que os sabinos foram buscar suas mulheres, elas partiram para o ‘deixa disso’, não queriam ir embora! E assim, na verdade, os sabinos se juntaram aos romanos. Segundo a wikipédia, ‘o que gerou um tratado de união entre os dois povos”. Ah, tá… uma grande suruba!

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A estátua original era só com a loba, e era propriedade de um papa, que doou ao Museu. Depois acrescentaram os babies, pra ficar mais ‘didático’, creio…. 😉 

Mas cuidado pra não se contentar com a loba falsa! Ou melhor, não é falsa, mas é um fac-símile, uma cópia. Ela fica do lado de fora do Museu, no caminho pra quem chega do Forum Romano, atrás do segundo prédio dos Museus. É essa aqui, ó, e tá meio desgastadinha pela poluição e pelos pombos. Mas como é igualzinha à de dentro, pode até servir pra quem não quiser gastar o rico dinheirinho!

LobaCopia

 Museus Capitolinos: www.museicapitolini.org