San Francisco – um dia, eu volto!

Sim, San Francisco é uma cidade plural, que merece, como tantas outras, ser conhecida muito além de suas principais atrações turísticas. Mas eu confesso que preparei essa viagem muito ressabiada e, subestimando a cidade, deixamos só dois dias inteiros para fazer os lerês básicos e um para passear pelo Napa Valley e provar uns vinhos californianos.

E subimos e descemos as ladeiras de San Francisco de bondinho, é claro. Achei a tarifa muito cara (R$5,00!!! o ticket comprado avulso) e os condutores muito mal-humorados  (mas é muuuuito. Alguém já reparou isso?).

Passeamos pelo Fisherman’s Wharf, visitamos o bairro oriental, descemos a Lombard Street, atravessamos a Golden Gate… só não visitamos Alcatraz, vai ficar pra outra vez.

VaiEVemEVaiEVem...

No fim das contas, mesmo com pouco tempo, achei espetacular combinar San Francisco logo após Los Angeles e Carmel, porque foi em San Francisco que  eu tive a oportunidade de aceitar os EUA além do estereótipo (eu apresentei muita resistência… já disse isso?) – e Los Angeles, por outro lado, é a mais estereotipada das cidades americanas.

Não é lindo quando a viagem nos apresenta surpresas agradáveis? 🙂

Se eu fosse novamente a San Francisco, eu…

… passaria no mínimo 5 dias inteiros na cidade.

… agendaria a visita a Alcatraz.

… iria na época do Festival das Cerejeiras para aproveitar o clima da festa.

Sites legais sobre a cidade:

http://www.sfgate.com/

http://www.onlyinsanfrancisco.com/

http://www.fishermanswharf.org/

http://www.goldengate.org/

E  o blog que conheci através do VNV, o Hotel California Blog.

*Esta viagem foi realizada em Abril/2009. O roteiro na California foi Los Angeles/Santa Mônica – Carmel – San Francisco/ Napa Valley – Yosemite, em 10 dias.

Hospedagem 5 estrelas + preço camarada em San Francisco

Tudo começou com um encontro no Frans Café com a Eunice pra conversarmos, fora do ambiente internético, sobre a minha viagem pra California. Ela chegou com uma DEZENA de álbuns (daqueles grandes, com folhas duras,sabe?) pra me mostrar os lugares incríveis da Califórnia. Fiquei encantada com aquela disponibilidade toda (marca registrada dos #trips) e passei a tarde sendo apresentada àquele estado maravilhoso. Saí de lá com pelo menos mais um destino na minha viagem (Yosemite) e algumas paradas e desvios.

Uma das dicas foi o brunch do The Palace, hotelzão classudo de San Francisco localizado no Financial District. Foram mil elogios a respeito de um buffet riquíssimo, delicioso, imperdível. Favoritei o hotel e, chegando em casa, fui pesquisar. Ah, que pena, o brunch só acontece aos domingos, e íamos embora no domingo cedo! Epa, o que é isso? “Spring promo”? Não custa dar uma clicada… Hein? US$119 por um quarto no The Palace? É isso mesmo?

A Garden Court atual, local do brunch, cafés da manhã e alguns jantares

E era. Ficamos em Santa Monica num Best Western basicão por US$140 e acabavamos de ser presenteados com uma jóia histórica por um preço dentro do nosso orçamento! Dei uns dez “refresh” na página (o equivalente a beliscões em mim mesma, pra ver se não tava sonhando) e fiz a reserva.

A Garden Court em 1904!!!

O Hotel faz parte da história de San Francisco. Nesse link aqui dá pra ver fotos do início do século XX do hotel.  Há uns 100 anos, um incêndio quase destruiu o prédio. Como parte da história recente, um ensaio da Victoria´s Secret também já foi feito aqui.

Hall de entrada do hotel, no tempo das carroças!

Foram 4 dias deliciosos – a localização do The Palace era excelente – no Financial District, perto de inúmeros estabelecimentos comerciais e transporte fácil para a área turística.

 

A piscina delícia do The Palace - pura mordomia! (foto do site - a minha ficou péssima)

O café da manhã era pago à parte, e nada em conta: US$25,00. Usufruímos da estravagância apenas uma vez, pois apesar de delicioso era um cardápio muito parecido (porém enriquecido) com os típicos desejuns americanos: quase um almoço. Pra nós, um suco e um croissant já seriam suficientes!

O Palace não fica perto da área turística. É preciso caminhar umas 2 quadras e pegar um dos bondinhos para chegar ao Fisherman´s Wharf, o que não é nenhum sacrifício.  Mas perto dele você tem bons restaurantes e lojas das mais diversas para se distrair.

Site: http://www.sfpalace.com

*Esta viagem foi realizada em Abril/2009. O roteiro na California foi Los Angeles/Santa Mônica – Carmel – San Francisco/ Napa Valley – Yosemite, em 10 dias.

Lojinha-desejo de qualquer canhoto: a Lefty’s!

Sim, eu sou canhota. Adoro. E dou graças a Deus por ter nascido no fim do século XX e não ter sido obrigada a aprender a escrever “com a mão certa”, como diziam.

Mas ser canhota num mundo destro é complicado, e só quem escreve e faz tudo o mais preferencialmente com a mão esquerda sabe os desafios que um canhoto tem que enfrentar, desde pequenininho.

E foi num reboliçode lembranças de todas as dificuldades canhotas que já enfrentei  em atividades triviais que fiquei emocionadíssima (de verdade!) quando compreendi a loja que estava na minha frente, durante um passeio no Pier 39 de San Francisco: a Lefty´suma exclusiva loja com artigos para canhotos!

Olhei praquele “dedão” fazendo um “legal” e achei que estava diferente de algum modo… daí percebi que estava sendo feito com a mão esquerda! Entrei na loja toda animada, como criança entrando em loja de doces  (ou meu Caetano entrando numa loja de suprimentos de informática)!

Um mundo de tesouras para canhotos da Lefty´s

Um destro não entende a emoção que a loja proporciona. São tesouras, canecas, cadernos, canivetes, acessórios de cozinha, ferramentas – tudo pra canhoto!

É claro que dá pra ter uma vida normal sendo canhoto – mas é lindo ver artigos que podem facilitar a nossa vida. Os perrengues estão nas entrelinhas do cotidiano: primeiro, conviver na escolinha com as orientações preconceituosas da professora: “Como diferenciar direita e esquerda, turma? Direita é a mão que você usa pra escrever”. Isso já mudou nas escolas?

Uma das canecas à venda na Lefty´s - adorei a frase!

Eu só consegui abrir uma lata de leite condensado sem ter que apelar para meu irmão (mais novo!!!!) lá pelos 13 anos (imagina, nem podia pensar em saquear a despensa sem ter um cúmplice). Alguns canhotos conseguem abrir as latas como os destros. Eu só consegui ter forças e destreza aprendendo a abrir a lata “ao contrário”, meio de trás pra frente, usando o abridor de forma inversa. Difícil explicar, difícil aprender.

Usando o caderno e as canetinhas tão comuns para as meninas, minhas anotações sempre ficavam manchadas pela mão que eu uso para escrever – eu nunca tive um dos cadernos mais caprichados da classe, e na época eu nem entendia o porquê!

Cadernos da Lefty´s têm o espiral do lado direito, para facilitar a escrita para o canhoto - mas pra usar temos que repensar a forma de usar o caderno...

Aos quinze, inventei de aprender a jogar tênis. O professor ensinava os movimentos e eu tentava ver tudo espelhado, pra poder fazer os mesmos movimentos com a mão esquerda. John McEnroe e Rafael Nadal, temos algo em comum… 🙂

Mais alguns anos, eu, dona de casa, comprei minha primeira luva pra cozinha. Só que as luvas são feitas para a mão direita. Para usar com a mão esquerda, é o lado enfeitadinho e desprotegido que fica em contato com as chapas quentes. Só tive 1 luva. Dei de presente e me viro com os panos de prato.

E tem mais: o uso do mouse, as escassas cadeiras de braço para canhoto, os segundos pra pensar que lado é direito ou esquerdo, quando alguém pede informação de direção.

No geral, sempre levei essas confusões com muito humor e orgulho de estar entre os 10% de canhotos que povoam o planeta. E temos até um dia comemorativo, como toda minoria que se preze, que é o 13 de Agosto – vem cá, gente… existe dia mais… “sinistro”? 😉 E somos bem famosos, não se engane! Do Sir Paul McCartney a Albert Einstein, Marilyn Monroe, Jimi Hendrix, Charles Darwin, Leonardo Davinci, Bill Gates, Barack Obama e Angelina Jolie, entre tantos outros. Estou bem representada!

A Lefty’s fica no Pier 39, no meio da bagunça turística do Fisherman’s Wharf de San Francisco.

Pra mim, foi o lugar mais legal do Pier, competindo cabeça a cabeça com os leões marinhos.

Chega pra lá, que nem dá pra me espreguiçar aqui direito...

Link para a Lefty’s: http://www.leftyslefthanded.com  – Ela vende pela internet!

Mais sobre ser canhoto na web:

http://www.mundocanhoto.com

http://www.bancodeescola.com/canhoto.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Left-handedness

Aqui, um relato bem legal sobre o Pier 39 e Fisherman’s Wharf.

*Esta viagem foi realizada em Abril/2009. O roteiro na California foi Los Angeles/Santa Mônica – Carmel – San Francisco/ Napa Valley – Yosemite, em 10 dias.

Almoço inesquecível em Napa – Culinary Institute of America

Não dá pra imaginar um lugar que produz vinhos tão bons e reconhecidos sem restaurantes e centros gastronômicos à altura, não é mesmo? Procuramos, no Vale do Napa, um lugar que fosse enogastronomicamente perfeito. E achamos esse lugar no restaurante do Instituto de Culinária Greystone, que tem o super chancelado nome de Wine Spectator Greystone Restaurant.

Este é um restaurante escola. Adoro restaurantes escola porque geralmente o atendimento é excelente, as pessoas que ali trabalham são aprendizes entusiastas, e o pessoal da cozinha está se esforçando para apresentar o seu melhor (na Bahia, adoro o restaurante do SENAC no Pelourinho – é o melhor lugar pra experimentar de tudo um pouco da comida baiana). O Greystone Institute é o Campus Californiano do The Culinary Institute of America,  universidade super conceituada no assunto nos EUA.

Fizemos as reservas pelo site Open Table – você se inscreve e consegue marcar horário numa boa.  Não foi difícil achar o restaurante, que fica nas dependências da escola. Você para o carro num estacionamento enorme, que serve ao restaurante e à instituição, sobe umas escadinhas e voilá, chegou.

Entrada do restaurante - não é sempre que a área externa está disponível, uma pena!

A vista do restaurante é essa aqui embaixo, e era onde queríamos ficar. Mas a área externa estava fechada, então nos acomodamos no salão.


A vista da varandinha do restaurante

Verdade que achei bem cafoninhas essas parreiras de mentirinha dentro do restaurante, mas de resto gostei muito do ambiente. Hora de fazer o pedido – o atendimento, como esperado, foi excelente e muito simpático. Difícil foi escolher o prato, diante de tanta coisa gostosa no menu.

Cardápio do WS Restaurant

Escolhi o atum com crosta crocante. GEEEENTEEEE, eu estou até hoje procurando um atum tão bom quanto este. Que de-li-cia. Não, ainda não achei.

Sim, isto é um atum!

 

Para beber,  escolhemos a seleção proposta com a uva Zinfandel, característica da região. E ainda proporcionava a chance de tomarmos mais um Rubicon. 🙂

Menus de vinhos - difícil escolher...

Saímos do restaurante tristes por não termos pensado em incluir uma noite na região. Paciência, San Francisco nos espera!

*Esta viagem foi realizada em Abril/2009. O roteiro na California foi Los Angeles/Santa Mônica – Carmel – San Francisco/ Napa Valley – Yosemite, em 10 dias.

Rubicon Estate – uma vinícola de cinema

Da Robert Mondavi direto para a Rubicon State, onde desta vez faríamos mais uma degustação.

Fachada do casarão da Rubicon Estate

A Rubicon Estate é muito visitada não só por seus maravilhosos vinhos – muuuito bons mesmo – mas também pelo fato de ser propriedade de Francis Ford Coppola, e de ser um lugar que ele realmente freqüenta, não apenas é ‘dono’. Mas, infelizmente, ele não estava lá pra nos receber, hehe.

The magic red carpet... ;-)

The magic red carpet... 😉

 

Para entrar na maravilhosa propriedade, você compra um passaporte com direito a degustação dos vinhos. Vale a pena, pois há muito mais que vinho no casarão.

Além de visitar (sem guia) alguns espaços onde descansam futuros rótulos da Rubicon, você conhece um pouco da história de Coppola, sua família e suas filmografias, incluindo as de Sofia Coppola e Nicolas Cage. E pode ver de pertinho um dos Oscares da familia também.

Perto, pertinho mesmo!

No andar de cima, há uma coleção de cinematógrafos e outros artefatos antigos relacionados ao cinema, além itens que pertenciam ao antigo proprietário, um capitão da marinha da Finlândia. Também há um salão (proibida a entrada) muitíssimo bem decorado, com grandes barris (imagino decorativos)  de vinho que observamos por uma frestinha da porta… lá dentro, um piano de cauda nos fez imaginar quantos eventos interessantes devem ocorrer naquela casa.

De volta ao térreo, hora da degustação. Pudemos degustar uma série de 5 vinhos diferentes. A carta da Rubicon é extensa, mas muito pouco disponível fora da vinicola. Muitos rótulos são vendidos apenas lá. De presença global, basta a do dono, rsrs.

A Rubicon Estate também tem uma ampla loja, com itens para vinhos e outros relacionados a estilo de vida – alguns itens para casa, artigos de escritório como moleskines, por exemplo.

Nossa seleção de vinhos degustados

A lista de vinhos à venda na Rubicon Estate

Do lado de fora, há um pequeno winebar onde servem petiscos. O ambiente é suuuper agradável. Mas um lugar ainda mais agradável nos aguardava, então era hora de pegar a estrada de novo!

Mais links sobre o assunto:

http://en.wikipedia.org/wiki/Rubicon_Estate_Winery

http://mauoscar.com/2010/10/20/rubicon-estate-coppola/

*Esta viagem foi realizada em Abril/2009. O roteiro na California foi Los Angeles/Santa Mônica – Carmel – San Francisco/ Napa Valley – Yosemite, em 10 dias.

Ah, la dolce vita... ops, esse é outro diretor!

Passadinha rápida na Robert Mondavi

Saindo da Domaine Carneros, nossa próxima parada era uma vinícola bem famosa, a Robert Mondavi.

A vinícola é linda, vale muito a visita.

Como tínhamos acabado de sair de uma degustação de espumantes, resolvemos não encarar mais uma na Mondavi. Compramos um vinho para conhecer depois, com calma. De um modo geral, não foi um vinho que me impressionou, não. Mas não sou especialista, apenas apreciadora, me dando o direito de  emitir opiniões que podem ser consideradas barbaridades, rsrs. Os vinhos da Robert Mondavi são muito conhecidos, bem vendidos e apreciados.

Me pareceu que o Wine Tour deles é bem interessante. Ele leva 1 hora e meia, com degustação, e é melhor ligar antes pra acertar os horários. Se você der uma olhadinha no site, vai ver que eles têm vários tipos de visitas.

A lojinha foi a melhor sortida de acessórios para bares e acompanhamentos para o vinho (queijos, pães, patés, etc) que vimos entre as vinícolas visitadas.

Links uteis:

Mapa de Vinícolas de Napa Valley

Robert Mondavi na wikipedia

Site Oficial da Robert Mondavi

Napa Valley.com

Napa Valley.org

Napa Valley Online

Napa Valley no New York Times

Passeio em Napa Valley – primeira parada, Domaine Carneros

Depois de LA e Carmel, após a paradinha em Monterey para ver o Aquário, San Francisco era nosso próximo destino.

Um dos dias em San Francisco foi utilizado para um bate-volta, no carro que alugamos, no Vale do Napa, ou Napa Valley, a região de vinhedos mais

famosa e produtiva dos Estados Unidos.

Napa Valley fica a aproximadamente 1h de San Francisco. O caminho recomendado é atravessando a Bay Bridge, mas quem quer recomendações quando a vontade maior é atravessar a Golden Gate? Demos uma voltinha, mas valeu a pena. Só pessoalmente pude entender porque as pessoas se simpatizam tanto com essa ponte. Ela é mesmo linda.

Passamos rapidinho por dentro de Napa, apenas para procurar o centro turístico e pegar mapas e referências das vinícolas que queríamos visitar (Robert Montavi, Rubicon State) e do restaurante onde iríamos almoçar – o Greystone Restaurant, do Culinary Institute of America e associado à Wine Spectator. Sim, prometia ser uma senhora refeição…

Além dessas duas, pesquisamos aqui e ali e elegemos mais uma pra visitar: a Domaine Carneros.

Onde é que eu tou mesmo? California? Jura?

Ela estava logo no início da nossa rota, tinha degustação disponível e era especializada em espumantes, pra variar um pouco das outras duas já escolhidas antes de sairmos de casa, onde queríamos conhecer os tintos.

A Domaine Carneros é lindíssima – a edificação é inspirada no Chateau francês da Taitinger – são parceiras, inclusive, o que só me fez aproveitar ainda mais cada golinho da minha degustação de espumantes.

Mas eles também produzem tintos – inclusive, foi a degustação que Caê escolheu.

Os preços, constataríamos só no fim do dia,  se revelaram os mais amigáveis do nosso passeio – em torno de US$12 a US$15 a degustação. Isso foi algo que me impressionou em Napa Valley – as degustações não são baratas, e não adianta levar vinho pra ganhar desconto – simplesmente não rolou. Em Montaltino/Italia, na La Fortezza, compramos uma caixa com 6 Brunellos e nossa degustação saiu como cortesia. Nada mais justo, né?

Vista mais-ou-menos da sacada do Chateau

Saímos (bem) alegres da Domaine Carneros, animados com a descoberta que fizemos e curiosos para conhecer as outras duas vinícolas famosas que escolhemos. Ic!