Deixando as malas no Charles de Gaulle

Sim, é possível. 😀

Não, não é barato. 😦

Todos dizem que, depois dos atentados, o Aeroporto Charles de Gaulle não tem mais maleiro e você tem que deixar as malas em uma das mega estações de trem. Na verdade, há um serviço de maleiro disponível, terceirizado pela empresa Bagages du Monde, que faz um sem-número de serviços, entre eles, a guarda de bagagens. Não funciona 24h e você não pode buscar sua bagagem quando bem quiser, pois pelo que pude entender elas não ficam guardadas no aeroporto. Você entrega a mala, eles levam para um depósito e trazem de volta no dia e faixa de horário que vc combinar – dentro do horário de funcionamento deles, que vai até as 20h. No fim de setembro deste ano, eu deixei minha malona a poucos metros do embarque da TAM, no terminal 2A. Meu embarque era às 21h, marquei para pegar a mala no último horário possível, às 19h40min. Deu tudo certinho.

Paguei EUR40 pra deixar uma mala grande, com mais de 30kg, por 3 dias.  A mesma mala, beeem mais leve, 20 dias antes, custou EUR17 na Estação Santa Lucia, em Veneza. Como era fim de viagem e tinha outros 3 volumes comigo, foi um alívio, apesar da facada. Destes 3, dois eram caixas de vinho que eu quis deixar mas eles não aceitaram, por ser vidro.

Deixamos a “malinha” e pegamos um onibus da Air France, (EUR11 a passagem) que nos deixou a 100m do Hotel Cecilia, onde nos hospedamos, indicação da Eunice/VNV. Fiz a reserva no site, peguei tarifa promocional e pedi vista pro Arco do Triunfo, mas nem acreditei muito que conseguiria. Pois eis aí, a fotinha da sacada do quarto…

Quarto vista Arco Triunfo

Não é só a questão da vista, que é bárbara, mas também a importância da localização. Estávamos a minutos de qualquer lugar de Paris, a pé ou de metrô. Ainda quero muito me hospedar na região do Marais, mas ficar perto do Arco do Triunfo foi bonito e logisticamente maravilhoso! Se todos os dilemas fossem assim…

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Programas em Paris – Uma tarde num spa marroquino

Pra eu não esquecer o que tem de bom pra fazer em Paris, vou deixando as dicas aqui… O Le Bain du Marais parece que é o dobro do preço, pelo que o meu parco francês pode decifrar no site. 35 euros o hamman, e 35 euros a massagem.

RELAX – Insha-Allah! – Spas marroquinos viram moda em Paris

Viagem e Turismo, Edição 112 - 02/2005, Por Tatiana Milanez

Foi no ano de 600 D.C. que o profeta Maomé, após ter experimentado um dos banhos romanos existentes na época, resolveu adaptar a idéia para o islamismo. Supercomuns nos países árabes desde então, os hammans, difusores de calor, em árabe, são espécies de spas freqüentados principalmente por mulheres. Em Paris, com o aumento da procura por espaços de bem-estar, os franceses resolveram aderir a esse costume milenar. Resultado? O hammam virou moda. O mais tradicional da cidade está localizado dentro da Grande Mesquita de Paris (39, rue Geoffroy Saint Hilaire, 33-01/4331-3820, http://www.mosquee-de-paris.org ). Depois de passar por uma pequena sala de espera, entra-se na sala principal, onde fica o caixa, a sala de repouso e as mesas de massagem, tudo no mesmo ambiente. Mulheres pudicas, abstenham-se. Apesar da regra de uso do maiô, todo mundo fica nu. Mas é tudo muito natural. O lugar é belíssimo: azulejos, lustres e vitrais, a mesma decoração moura da mesquita. Escolhi o pacote de 30 euros: sauna, limpeza de pele e massagem. Está incluído um chá de hortelã e um sabão preto bem típico, à base de azeitonas maceradas. A sauna é composta de três enormes salas, que diferem na temperatura. Em seguida, fui para a limpeza de pele – o corpo é esfregado com uma luva, chamada kessa, fabricada no Marrocos, de pêlo de cabra. A esfoliação é quase dolorosa, mas o resultado é impressionante: a pele fica bem macia. Acabei nem esperando pela massagem, pois a fila era enorme.

No dia seguinte, fui conhecer o Le Bain du Marais (31-33, rue des Blancs Manteaux, 33-01/4461-0202, http://www.lesbainsdumarais.com), um hammam moderno e chique, com apenas uma década de existência. É lugar para ver e ser visto, principalmente nos fins de semana, quando é freqüentando tanto por homens quanto por mulheres. Nesses dias, o maiô – por questões óbvias – é obrigatório. O espaço, com 600 metros quadrados, tem manobrista, salão de cabelereiro, bar e sala de repouso com divãs aveludados. O ambiente é tão badalado que a reserva tem de ser feita com, no mínimo, duas semanas de antecedência. Na entrada, monsieur Benitah, o proprietário, recebe pessoalmente seus clientes. Vou direto para a sauna. De tão bochinchado, não há lugar para se sentar na sala de espera. Depois, hora da massagem, super-relaxante. Lá fora, os termômetros marcavam 5 graus. Programinha ideal para o inverno parisiense.