Salvador na Copa do Mundo – Aproveitando a cidade em dia de jogo

Salvador foi abençoada com excelentes jogos na primeira fase da Copa do Mundo. Além disso, ainda recebe uma partida das oitavas e outra das quartas de final. Bairrismo a parte, acho que a melhor combinação turismo + futebol ficou por aqui. Rio, Manaus, Recife e as outras cidades são todas ótimas para passear, mas em nenhuma delas a principal atração turistica está a 10 minutos de caminhada do Estádio, como o Pelourinho está da Fonte Nova!

Cruz do Sao Francisco

Largo da Cruz de São Francisco, Pelourinho – dia de ALE x POR

A FIFA está disponibilizando várias formas para os torcedores chegarem aos estádios – onibus especial nos shoppings, metrô para pessoas cadastradas, bicicletários para quem quiser ir de bike. Nesta Copa já presenciamos dois jogaços – Espanha x Holanda e Alemanha x Portugal. Em ambos os jogos, fomos pelo Pelourinho. Para quem tem carro, chegando umas 2h antes do jogo achamos vaga nos estacionamentos no local – onde nos foi cobrado R$30 pelo acesso – preço fixo e pagamento adiantado. Quem está sem carro pode pegar um taxi para o Comércio e parar em frente ao Elevador Lacerda, esquema que fizemos no segundo jogo e correu tudo bem. Dali, subimos o elevador para a Praça Municipal. O Pelourinho está logo à esquerda, com a Praça da Sé e o Terreiro de Jesus. Em todo esse percurso há policiamento e, a partir do Terreiro de Jesus, também vi placas indicativas do caminho pro Estádio – e se os gringos conseguem, a gente dá conta também. 😉

Pelourinho 1

Rua das Laranjeiras, Pelourinho – Dia de ALE x POR

No Portal da Copa você encontra um link para a Fan Walk, uma sugestão de roteiro a pé do Porto de Salvador ao Estádio – na Cidade Baixa não vi monitores ou orientações, mas a partir do momento que se chega na cidade alta, está tudo sinalizado. A Fan Walk é uma boa iniciativa para promover a turistagem em Salvador, mas achei bem tímida. TIve que fazer várias tentativas de googlar o roteiro – sem saber o nome, fica bem difícil. Espero que melhore até o fim da Copa!

Mas independente de nome, esse roteiro funciona bem e, pra quem não é da cidade, o melhor é se arrumar cedo e seguir o Fan Walk, sim! Minhas sugestões: Vamos pegar um taxi ou ônibus até o Comércio e descer em frente ao Mercado Modelo. É hora de aproveitar para ver o artesanato – mas pensar bem no que vai comprar ou deixar pra comprar na volta, pois pode ser que a gente escolha algo que é proibido no estádio, né? O Mercado fecha 19h todos os dias, exceto domingo, quando fecha às 14h. Dali, pegamos o Elevador Lacerda – a catraca está liberada nos dias de jogos, e com isso você economiza R$0,15 (sim, quinze centavos) para a subida. Chegando na cidade alta, estamos na Praça Municipal. À direita, o Palácio Rio Branco, antiga sede do Governo. Na frente, a Casa da Câmara dos Vereadores. À esquerda, um prédio mais moderno, a Prefeitura. Desta saída do Lacerda temos uma das mais belas e fotografadas vistas da cidade.

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Vista da Cidade Alta, ao sair do Elevador Lacerda – dia de ALE x POR

Seguindo para a esquerda, passando pela Prefeitura, vamos chegar à Praça da Sé. No jogo Alemanha x Portugal, estava ali uma ação bem interessante da Embaixada Alemã em parceria com a Federação Alemã de Futebol – uma “sucursal” do consulado alemão com dicas diversas da cidade, segurança, um engenhoso tradutor alemão-português de bolso e o que mais o turista precisar. Achei bem interessante. Fiquei pensando se outros torcedores têm assessoria semelhante.

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O stand do Nationalmannschaft fan club – apoio itinerante aos torcedores alemães – ALE x POR

Andando mais um pouquinho, chegamos no Terreiro de Jesus, onde a Holanda fez o Orange Square antes do jogo Holanda x Espanha. O Terreiro está todo enfeitado não só para a Copa mas também para o São João, pois no Pelourinho acontece o São João oficial da cidade, na noite de 23 para 24 de Junho e nos finais de semana próximos. O Terreiro tá lindo e virou palco de encontro de torcidas e expressões artisticas locais. Ali está o Cravinho, ótima opção para tomar umas e comer uns petiscos depois do jogo. Recomendo demais os camarões encapotados com tapioca. Hummmm….

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Terreiro de Jesus todo enfeitado durante o mês de Junho

Dali há vários caminhos a fazer. Se tivermos tempo, dá pra descer até o Largo do Pelourinho, onde geralmente está o Olodum para a festa pré e pós jogo e há um telão para ver os jogos da Copa. Do lado da Igreja do Rosário dos Pretos (a igreja azul na ladeira) está o Restaurante Escola do SENAC. Ali há um buffet de comida baiana, com sobremesa inclusa, de excelente qualidade. O maior ganho deste buffet, pra mim, é a chance de em uma oportunidade só experimentar várias comidinhas baianas. O atendimento é excelente e a comida é muito boa.

Hora de ir pro Estádio… Pelo google, vamos descer a Ladeira 12 de Outubro e subir a Ladeira do Prata, logo em frente. Estando já na região, devemos procurar a ladeira onde está o restaurante da Alaíde do Feijão, ou procurar onde é a ladeira do estacionamento do Pelô. A ladeira que vamos subir está bem em frente. Ao fim da subida, vira-se à direita, primeira à esquerda e voilá! Eis a Fonte Nova. Mas mesmo sem essas orientações, não dá pra se perder. É só seguir o fluxo. 😉 E há policiamento em todo o trajeto.

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Lá vai o holandês subindo a ladeira – caminho para a Fonte Nova – HOL x ESP

Os jogos têm sido incríveis. A Arena foi inaugurada há mais de um ano e o equipamento todo está muito bem testado para a Copa. Filas existem sempre nas lanchonetes, mas não fogem da regra de grandes eventos, seja no Brasil ou no Exterior. As torcidas têm dado um show de irreverência e boa vizinhança. Torcedores do Bahia, Vitória, Ipiranga (!), Galícia (!!!), Espanha, Holanda, Alemanha, Portugal – todos estão curtindo o espetáculo. Olas, gritos de torcida, vaias, canções, tudo está no pacote. Emociona, nos envolve, quando você se dá conta está com sentimentos confusos – triste pela Espanha, feliz pela Holanda, temerária pelo Brasil, com medo da Alemanha, sentindo a ausência de Portugal, ansioso pela Suiça. E vumbora comemorar os gols, seja lá de que seleção for.

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ALE x POR na Arena Fonte Nova

 

Acabando o jogo, vamos fazer o mesmo caminho de volta? Saimos da Arena, descemos ladeira, subimos ladeira e em 10min estamos no Pelourinho. Bares e Restaurantes estão com TVs ligadas para transmitir demais jogos e resenhas – pode sentar e pedir uma caipiroska e uma carne do sol com aipim, pra ficar no clima do Nordeste no São João (é época, lembra?). Em toda a área há música, festa, batuques e torcedores comemorando ou chorando as mágoas. Dali, para pegar um taxi, melhor voltar ao Terreiro de Jesus ou à Praça Municipal (a do Elevador Lacerda) onde há pontos de taxi. Também se pode descer o Elevador e pegar um lá embaixo, onde também há um ponto.

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Torcedores de ALE x POR de volta ao Pelourinho

Um fim de noite perfeito pra mim pode ser no próprio Cravinho do Terreiro de Jesus, ou nos restaurantes da Marina da Contorno… ou um acarajé no Rio Vermelho.

Desculpaê, gente. Se existir esquema de turistagem + jogo mais perfeita que esse, vou adorar saber, e se possivel, experimentar. Por hora, vou testar essa fórmula exaustivamente em Suiça x França, Bosnia x Irã, oitavas e quartas de final. É o que tenho para essa Copa!

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Tapete laranja descendo a ladeira após o jogo para comemorar no Pelô – HOL 5 x 1 ESP

Links interessantes:

Informações sobre a Copa na cidadehttp://www.secopa.ba.gov.br

Mudaríamos alguma coisa que fizemos nesse dia? – O relato acima é o compilado da nossa experiência em todos os jogos da copa das confederações na Arena Fonte Nova e 2 jogos da Copa do Mundo, até agora. Então oque está aqui relatado é o nosso roteiro perfeito. Não mudaria nada. 😀

Meu dia perfeito de turistagem + jogo: idem, é o relatado acima. Quanto mais cedo acordar, mais dá pra aproveitar o roteiro. O importante é se encaminhar pro Estádio com 2h-1h30 de antecedência.

Onde ver os jogos, sem ser no estádio? Há a FanFest, no Farol da Barra, mas não fui ainda pra conferir. A informação que obtive no local é que só funciona em dias de jogo na cidade ou dias de jogo do Brasil. Bares em geral no Jardim Brasil (Barra), Orla da cidade, bares do Pelourinho, estão todos transmitindo o jogo.

Taxi para o Aeroporto – Da Barra, que fica na ponta da península, dá em média R$85. Há ônibus dos principais hotéis da cidade para o Aeroporto, a linha é a S10. O toll free é 9090 71 9979-1000, para mais informações.

Fan Walk de Salvador – http://promoview.com.br/nordeste/397966-fan-walk-mostrara-historia-da-bahia-a-turistas

Turismo na Bahiahttp://www.bahia.com.br

Blogs da cidade:

Salvador em 1 dia – http://salvadoremumdia.blogspot.com.br

365 motivos para amar Salvador – http://365salvador.wordpress.com

Guia de Sobrevivência do Soteropobretano – http://soteropobretano.blogspot.com.br

Área de Jogos da Adri – https://adrianelima.wordpress.com

Pra saber o que tá rolando na cultura e sociedade, a Revista Muito, do Jornal A Tarde – http://atarde.uol.com.br/muito

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As baianas de acarajé estão presentes na Arena Fonte Nova

 

 

Uma visita ao Palacete das Artes, em Salvador

Uma visita ao Palacete das Artes, em Salvador

Semana passada fomos ao Palacete das Artes nos despedir da exposição de Rodin e conferir a mostra sobre Modigliani, que está em Salvador até o dia 11 de Novembro.

O Palacete das Artes antigamente sediava a Secretaria de Educação do Estado, onde estive uma vez com minha mãe resolvendo um problema relativo a um diploma na família. Saí impressionada com o prédio, e fiquei muito feliz quando foi reaberto como museu. O lugar é lindo, vale demais a visita, que pelo menos por enquanto é gratuita. Vamos aproveitar, gente!

Fachada do Palacete das Artes, na Graça

O Palacete das Artes hoje é composto por duas construções – a casa original, de uma família tradicional da história da Bahia, e um prédio todo modernoso de linhas retas ao fundo. Os prédios são conectados por uma passarela, mas das vezes que estive lá ela não estava liberada para acesso.

O Palacete, outro ângulo

Desta vez no Palacete, marcamos um horário que permitisse uma parada estratégica para almoçar no Solar Café, excelente opção para qualquer hora do dia – tem crepes, risotos, massas, um cardápio dinâmico e interessante.  Mesmo que não programe o almoço, vale curtir uns minutinhos saboreando um cafezinho que seja… o lugar é muito alto astral!

O Solar Café, no prédio novo – vale programar uma parada para almoço!

E agora, gente? Qual a melhor atração a saborear?

Depois de bem almoçados e de saborearmos um crepe suzette muito do bom, visitamos a exposição  Modigliani – Imagens de uma vida, que já esteve no Rio e São Paulo e agora visita a Bahia. A exposição é muito bonita – além de apresentar a vida do artista, apresenta originais preciosos de pintura e escultura e itens pessoais como correspondências e postais, além de obras de outros pintores da mesma época. Nem precisa falar que vale demais a visita, né?

Além de rica, a exposição está muito bonita

O museu também tem uma lojinha com livros de arte da cultura local, de exposições que já passaram pelo Palacete e algumas lembranças interessantes, inclusive alguns itens relacionados a Jorge Amado, bons para presente.

Acho o Palacete um excelente lugar para uma desacelerada num dia de turistagem, ou para os baianos residentes lembrarem um pouco da própria história, potencial e riqueza local.

Para saber mais do Palacete das Artes, acesse http://www.palacetedasartes.ba.gov.br/

Sobre o Solar Café, acesse  http://solar-cafe.blogspot.com.br/.  Há um Solar Café também no Solar do Unhão, onde se desfruta um maravilhoso pôr-do-sol!

Homem que anda sobre a coluna, de Rodin, 1877

A exposição de Rodin está no Palacete até o dia 31 deste mês. O casarão passará por pequenas reformas para receber novas exposições em breve. A visitação é gratuita e funciona de terças às sextas-feiras, das 13 às 19h; sábados, domingos e feriados, das 14 às 19h.

Turismo Esportivo – enquanto a Copa não chega… vamos checando as obras da Arena Fonte Nova

Turismo Esportivo – enquanto a Copa não chega… vamos checando as obras da Arena Fonte Nova

Enquanto os próximos eventos esportivos mundiais que vão movimentar o país não chegam, Salvador vai vivendo o clima de expectativa pré-Copas – e para mim nada representa mais essa contagem regressiva do que acompanhar as obras da Arena Fonte Nova, o principal estádio da cidade.

A Fonte Nova (nome de batismo 😉 : Estádio Octávio Mangabeira) nasceu em 1951 e fechou as portas em 2007, quando uma parte da arquibancada desabou, resultando na interdição do Estádio. Após um período fechada, ela foi demolida em 2010, quando começaram as obras para a Arena Fonte Nova, que devem terminar no primeiro semestre de 2013. Falta pouco!

Dá pra conhecer um pouco do projeto e acompanhar as obras no Centro de Visitantes, próximo à construção, com uma apresentação das promotoras que trabalham neste espaço e assistindo aos videos e simulações nas TVs instaladas no local. É um espaço pequeno, localizado em um prédio próximo à obra, atrás da Tribuna de Honra, mas para quem curte futebol ou essa parte da história da cidade, vale a visita.

Ao entrar no espaço,  você vê a maquete da Arena, relembra grandes momentos da Fonte Nova e conhece a sua proposta de utilização – uma arena multiuso para shows e os mais diversos eventos, além de Camarotes e restaurantes de frente para o Dique do Tororó. Como na Fonte Nova original, o formato de ferradura será preservado, garantindo uma linda vista pra quem está dentro do estádio e também para quem está de fora, podendo checar o movimento e agitação da Arena, à distância.

Janelão para as obras em Março/2012

Passando para o ambiente seguinte, há um janelão de onde dá para acompanhar o desenrolar da obra, e uma lojinha onde é possível comprar lembranças relacionadas à nova Arena.

Vista do Janelão em Setembro/2012

Em parceria com o Projeto Axé, há um trabalho de reaproveitamento do fardamento dos empregados da obra, que dão origem a sacolas e porta-trecos estilizados. Tudo muito bonito. E, no melhor estilo “lembrança do muro de Berlim”, na lojinha do Centro de Visitantes também dá pra comprar um pedacinho da antiga Fonte Nova e guardar em casa como recordação. A renda é revertida para as obras de caridade Irmã Dulce.

O site da Arena Fonte Nova (www.arenafontenova.com.br) possui muitas informações interessantes sobre a história do Estádio e o seu futuro, além de conhecer mais sobre o projeto e ter acesso à prestação de contas do Consórcio responsável pela obra. Através de uma série de fotos aéreas é possível acompanhar a obra através de fotos agrupadas de semana em semana, desde janeiro de 2011.

O Centro de Visitantes funciona de quinta a domingo, de 09h às 16h. É um bom programa para a família no fim de semana! A entrada custa R$6,00 a inteira, e R$3,00 a meia. Crianças até 12 anos e adultos acima de 60 anos não pagam.  O link para o centro de visitantes você pode acessar aqui.

No momento, de 13 estágios de construção, a obra se encontra no estágio 8, quando estão sendo instalados os pilares de sustentação do teto que garantirá a cobertura de 100% dos assentos. A estrutura é sustentável e autolimpante, com sistemas de reaproveitamento de água de chuva. O projeto da Arena Fonte Nova foi inspirado na Amsterdam Arena e na AWD Arena, em Hannover.

Vista do Estacionamento do Dique do Tororó – quase pronta!

Carnaval de Salvador, segunda-feira: o Bloquinho passou e eu não vi!

Segunda-feira foi dia de buscar uma programação fora dos circuitões Barra-Ondina e Avenida (Campo Grande). Fomos passear no Pelourinho e curtir as marchinhas e o clima de um carnaval de outra época.

A idéia era dar uma passeada para depois pegar carona num bloco no Pelourinho que virou sensação já no seu segundo ano na rua: O Bloquinho, de Jau. A proposta do Bloquinho é percorrer as ruas do Pelourinho com uma banda de sopro e percussão. Notícias da programação do Bloquinho 2011 aqui e aqui.

Não levei muita fé no cumprimento do horário da concentração do Bloco, que prometia sair da Praça da Sé às 15h30min. Baseada na pontualidade desse tipo de organização e na temperatura do verão de Salvador, me programei (e levei meus convidados a reboque) para sair de casa uma hora depois.

Resultado: ao chegarmos no Pelourinho, não vimos o Bloquinho passar, e chegamos bem na hora que os foliões chegavam no ponto final do cortejo, o Largo Teresa Batista.

E ainda por cima a máquina fotográfica deu pane – só consegui tirar a foto que encabeça o post, e mal encontrei fotos decentes na web para trazer pra cá… mas achei o cartaz de divulgação, bonitinho.

OBloquinho2011

Entramos no Largo Teresa Batista, onde aconteceu o show, devidamente paramentados com nosso pedaço de pano (não é camisa, não é abadá. É um corte de pano, mesmo!) e alguns minutos depois começou o show. Fiquei um pouco decepcionada, pois eu esperava que o show fosse continuar com o ritmo das marchinhas de carnaval (que havíamos perdido, chegando atrasados). Na verdade, era o show com o repertório já conhecido de Jau – e do jeito que a platéia reagia de forma entusiasmada, só eu é que não sabia disso, rsrs.

Jau carrega uma legião de fãs bem animados, e o lugar estava bem cheio. Apesar de gostar do show de Jau, não era bem o que estávamos procurando. Ficamos menos de uma hora e saímos pra caçar diversão em outro canto da cidade.

Mas o show era tão concorrido que na saída ainda fomos abordados por duas meninas, que ofereceram R$50 em cada acesso (o tal pano) nosso. E compramos por R$80! Vendemos, pra diminuir o preju.

De lá, a Thaís e o Fabrício, nossos incansáveis hóspedes, foram pro circuito da Barra,  que estava só começando. E eu e Caetano, cansados de guerra, fomos pra casa.

Quem quiser sair no Bloquinho em 2012, tem que se programar, comprando com antecedência na Central do Carnaval. Como o espaço é pequeno, os ingressos se esgotam alguns dias antes da folia de Momo. Não deixe para trocar o ingresso pelo pano no dia (como eu fiz), é muito complicado – melhor trocar um dia antes.  Recomendo demais o esquema pra quem quer fugir do axé e curtir uma farra carnavalesca longe do público teen.

Aqui, um video que achei no Youtube que resume o dia do Bloquinho:

Carnaval de Salvador – Domingo light na Praça Castro Alves

Para quem conhece o Carnaval de Salvador, o termo “domingo light na Praça Castro Alves” não faz o menor sentido, pois é um local agitado, apertado, e de onde vêm trios de duas direções (Av. Sete e Pelourinho) .  Mas é também um local emblemático, onde ocorrem grandes encontros de artistas, onde os trios “dobram o Sulacap” (prédio da Sulamérica Capitalização que fica na esquina) pra poder subir a Av. Carlos Gomes, onde há uma quase que obrigatória parada técnica por ser um local de grande aglomeração de gente  – uma arena perfeita para todos os artistas em cima de um trio elétrico. Resumindo: é uma área cheia à beça!

Praça Castro Alvees

A Praça Castro Alves é do povo...


Mas qualquer pobre mortal que não queira se submeter a todo o aperto pode, sim, curtir o movimento na Praça Castro Alves – basta escolher o Camarote do Ilê como ponto de apoio, que está em excelente localização: ao lado da Praça Castro Alves, no encontro da Avenida Sete com a Av. Carlos Gomes… bem em frente ao tal Ed. Sulacap! Não há localização melhor no Circuito Avenida!

Trio da Claudia Leite 'dobrando o Sulacap', em bom baianês

E o esquema é mega vip. Você não tem que enfrentar um mar de gente pra chegar ao Camarote.  Basta ir de carro ou pegar um taxi até o Comércio e parar ao pé da Ladeira da Montanha.  De lá, saem vans exclusivas para os que estão com a camisa-acesso – estas vans estão ali tão e somente para subir e descer a Ladeira, te deixando ou pegando praticamente na porta do Camarote.

Com esse acesso super facilitado, é um camarote muito procurado por famílias, inclusive com crianças, para curtir o Carnaval do Centro, que começa mais cedo (e termina tão tarde quanto o da Barra!). Não é esquema pra baladeiros, não. A freqüência aqui é dominada por grupos de amigos,  casais, famílias. Não, não tem boite, e sim um grupo de samba (dos bons!) que toca sempre que há intervalo entre um trio e outro.

O esquema não é all inclusive – há bares com petiscos, bebidas, e um caixa, onde você paga o que vai consumir. Eu não estava bebendo, mas a banca de caipiroskas era muito tentadora!

E por estar em local super privilegiado, de frente pra Baía de Todos os Santos, você ainda pode curtir esse visualzão, quando estiver em algum intervalo entre trios.

Há um espaço onde você pode comprar peças produzidas pelas Oficinas artesanais do Ilê e também fazer um visual afro.

Turbante-express

E quando você acha que já é hora de ir embora, o sol já se foi, os melhores blocos já passaram… é agraciado com a banda do Ilê, que toca os sucessos do bloco – no domingo, eles tocaram por mais de uma hora.

Depois do show, saímos do camarote, entramos na van pra descer a Ladeira da Montanha e pegamos um taxi que já estava no pé da Ladeira, justamente no aguardo dos foliões desejosos de descanso.

E meus hóspedes ainda arranjaram energia pra descer pra Barra e curtir o outro circuito!

Em 2011, as camisas para o Camarote do Ilê estavam R$160,00 por dia. Entre os serviços disponíveis, além do transporte de van (gratuito) também havia massoterapia, lojinha de artesanato e visual afro, por preços bem atraentes.  De comes e bebes (pagos por consumo) – água, cerveja, refris, sucos, energéticos, roskas; churrasquinhos, crepes, abarás e acarajés.

Ano que vem, tou lá de novo!

Carnaval de Salvador – Sábado é dia de ver o Ilê sair

Desde 2008, virou tradição: sábado de Carnaval é dia de ir ao Bairro da Liberdade, maior bairro de população negra do país, pra ver a saída do Ilê Aiyê, um dos principais blocos afro da Bahia.  Chegamos pela Avenida Lima e Silva, deixamos o carro e descemos a pé a Ladeira do Curuzu, pra subi-la novamente durante a noite, acompanhando o Ilê.

Ponto de partida e chegada: descer, pra depois subir, o Curuzu

Inclusive, foi justamente nesse dia que eu conheci o meu guru de viagens, o Riq Freire. Ir ao Ilê no sábado era algo que eu estava adiando há anos, e quando ele veio para o último périplo de Carnaval em Salvador, resolvi quitar essa dívida comigo mesma e de quebra ciceronear meu guru no evento! Foi pura emoção! 😉

Pois eu e Caê já estamos na nossa quarta saída consecutiva no Ilê, cada ano levando gente diferente e com novas experiências. Nenhuma saída é igual a outra. Esse ano, além da Thais e do Fabricio que estavam lá em casa no Carnaval, a @syferrari nos acompanhou no périplo. Encontramos com ela em frente à antiga casa de Mãe Hilda, falecida em 2010, fundadora do Ilê com seu filho, Vovô do Ilê.

Aglomeração em frente à Casa de Mãe Hilda - dentro da casa, amigos do bloco, políticos, artistas.

Ela tava lá bem faceira, tomando uma cervejinha no bar que tem colado à casa. É ali que tudo começa: os percussionistas e seus tambores descem para receber a benção da mãe-de-santo, e o público em geral fica por ali para assistir a cerimônia e ser abençoado também, com banho de pipoca e  milho branco e ver a revoada de pombas brancas que são soltas ao fim da cerimônia.

Coisas do Carnaval: papo entre "Mulher Maravilha" e Mulher Maravilhosa!

E enquanto a cerimônia não começa, a gente fica ali, meio apertado, é verdade, observando o movimento, os tipos, os sotaques, os idiomas.

E eis que de repente começam a descer os tambores.  Acompanhamos a cerimônia, que é muito emocionante.  Todos cantam juntos músicas do candomblé e são saudados pelo Ilê. Depois é hora da percussão subir e o bloco se arrumar para sair pelas ruas da Liberdade.

Sim, costuma ser um pouquinho apertado!

De dentro da sede do Ilê, acompanhamos as arrumações. A banda, do alto do caminhão, vai cantando e dando as orientações para arrumação da corda, dos foliões, dos tambores.

Ao nosso lado, a Deusa do Ébano 2011, de dourado. Linda!

Esse ano, o Ilê homenageou a herança negra de Minas. Me deu um orgulho danado.

Subimos a ladeira do Curuzu, até chegar mais uma vez à esquina da Estrada da Liberdade. Mais um sábado de Carnaval está completo! Já nosso Carnaval, estava apenas na metade.

Mais sobre o Ilê no Carnaval:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%AA_Aiy%C3%AA

http://www.cultura.gov.br/site/2011/03/07/ile-aiye/

E esse video sobre a saida no canal Carnaval2011 no Youtube:

Carnaval de Salvador – quanto custa se hospedar num Ibis?

Exatos R$483,00, sem o café da manhã. Que tal?

Essa foto eu tirei no domingo de Carnaval deste ano, passando em frente ao Ibis do Rio Vermelho (aliás, até agora o único Ibis numa cidade desse tamanho…).

Acredito que ainda tinham vagas…

Aproveite, preços populares...