Carnaval de Salvador – a minha terça só acabou na quarta de cinzas!

E sem fotos, que é pra preservar a minha imagem. 🙂

Sempre que dá, aproveito a terça fazendo absolutamente nada, e só vou pra rua de noitão, pra ver os últimos blocos saírem ou para sair no Voa voa e só chegar em casa na manhã da quarta de cinzas.

Obviamente, não são programas em que eu recomende levar máquina fotográfica, é muita gente por metro quadrado e muita animação. Além dos oportunistas na rua, você pode acabar perdendo a máquina num pula-empurra qualquer.

Mas é um programa que adoro. A região que mais gosto é em frente ao Farol da Barra, ali no gramado do Farol mesmo. Há um desnível que acaba funcionando como proteção natural, além da fileira de vendedores ambulantes na frente. Acha que fica longe? Fica não. Dá pra ver tudinho, e, se a vontade for muita, ir até pertinho do trio dar uma puladinha também. Há também banheiros químicos ao lado do Farol, então a infra está completa.  😛

Termino o relato de Carnaval recomendando um passeio pelos videos do Canal do Youtube do Carnaval de Salvador 2011, pra ter uma amostra da festa e pela absoluta falta de fotos da terça feira pra postar. E veja, também,  o sonzinho bom da Banda Eva:

Em 2012 tem mais…

Carnaval de Salvador, segunda-feira: o Bloquinho passou e eu não vi!

Segunda-feira foi dia de buscar uma programação fora dos circuitões Barra-Ondina e Avenida (Campo Grande). Fomos passear no Pelourinho e curtir as marchinhas e o clima de um carnaval de outra época.

A idéia era dar uma passeada para depois pegar carona num bloco no Pelourinho que virou sensação já no seu segundo ano na rua: O Bloquinho, de Jau. A proposta do Bloquinho é percorrer as ruas do Pelourinho com uma banda de sopro e percussão. Notícias da programação do Bloquinho 2011 aqui e aqui.

Não levei muita fé no cumprimento do horário da concentração do Bloco, que prometia sair da Praça da Sé às 15h30min. Baseada na pontualidade desse tipo de organização e na temperatura do verão de Salvador, me programei (e levei meus convidados a reboque) para sair de casa uma hora depois.

Resultado: ao chegarmos no Pelourinho, não vimos o Bloquinho passar, e chegamos bem na hora que os foliões chegavam no ponto final do cortejo, o Largo Teresa Batista.

E ainda por cima a máquina fotográfica deu pane – só consegui tirar a foto que encabeça o post, e mal encontrei fotos decentes na web para trazer pra cá… mas achei o cartaz de divulgação, bonitinho.

OBloquinho2011

Entramos no Largo Teresa Batista, onde aconteceu o show, devidamente paramentados com nosso pedaço de pano (não é camisa, não é abadá. É um corte de pano, mesmo!) e alguns minutos depois começou o show. Fiquei um pouco decepcionada, pois eu esperava que o show fosse continuar com o ritmo das marchinhas de carnaval (que havíamos perdido, chegando atrasados). Na verdade, era o show com o repertório já conhecido de Jau – e do jeito que a platéia reagia de forma entusiasmada, só eu é que não sabia disso, rsrs.

Jau carrega uma legião de fãs bem animados, e o lugar estava bem cheio. Apesar de gostar do show de Jau, não era bem o que estávamos procurando. Ficamos menos de uma hora e saímos pra caçar diversão em outro canto da cidade.

Mas o show era tão concorrido que na saída ainda fomos abordados por duas meninas, que ofereceram R$50 em cada acesso (o tal pano) nosso. E compramos por R$80! Vendemos, pra diminuir o preju.

De lá, a Thaís e o Fabrício, nossos incansáveis hóspedes, foram pro circuito da Barra,  que estava só começando. E eu e Caetano, cansados de guerra, fomos pra casa.

Quem quiser sair no Bloquinho em 2012, tem que se programar, comprando com antecedência na Central do Carnaval. Como o espaço é pequeno, os ingressos se esgotam alguns dias antes da folia de Momo. Não deixe para trocar o ingresso pelo pano no dia (como eu fiz), é muito complicado – melhor trocar um dia antes.  Recomendo demais o esquema pra quem quer fugir do axé e curtir uma farra carnavalesca longe do público teen.

Aqui, um video que achei no Youtube que resume o dia do Bloquinho:

Carnaval de Salvador – Domingo light na Praça Castro Alves

Para quem conhece o Carnaval de Salvador, o termo “domingo light na Praça Castro Alves” não faz o menor sentido, pois é um local agitado, apertado, e de onde vêm trios de duas direções (Av. Sete e Pelourinho) .  Mas é também um local emblemático, onde ocorrem grandes encontros de artistas, onde os trios “dobram o Sulacap” (prédio da Sulamérica Capitalização que fica na esquina) pra poder subir a Av. Carlos Gomes, onde há uma quase que obrigatória parada técnica por ser um local de grande aglomeração de gente  – uma arena perfeita para todos os artistas em cima de um trio elétrico. Resumindo: é uma área cheia à beça!

Praça Castro Alvees

A Praça Castro Alves é do povo...


Mas qualquer pobre mortal que não queira se submeter a todo o aperto pode, sim, curtir o movimento na Praça Castro Alves – basta escolher o Camarote do Ilê como ponto de apoio, que está em excelente localização: ao lado da Praça Castro Alves, no encontro da Avenida Sete com a Av. Carlos Gomes… bem em frente ao tal Ed. Sulacap! Não há localização melhor no Circuito Avenida!

Trio da Claudia Leite 'dobrando o Sulacap', em bom baianês

E o esquema é mega vip. Você não tem que enfrentar um mar de gente pra chegar ao Camarote.  Basta ir de carro ou pegar um taxi até o Comércio e parar ao pé da Ladeira da Montanha.  De lá, saem vans exclusivas para os que estão com a camisa-acesso – estas vans estão ali tão e somente para subir e descer a Ladeira, te deixando ou pegando praticamente na porta do Camarote.

Com esse acesso super facilitado, é um camarote muito procurado por famílias, inclusive com crianças, para curtir o Carnaval do Centro, que começa mais cedo (e termina tão tarde quanto o da Barra!). Não é esquema pra baladeiros, não. A freqüência aqui é dominada por grupos de amigos,  casais, famílias. Não, não tem boite, e sim um grupo de samba (dos bons!) que toca sempre que há intervalo entre um trio e outro.

O esquema não é all inclusive – há bares com petiscos, bebidas, e um caixa, onde você paga o que vai consumir. Eu não estava bebendo, mas a banca de caipiroskas era muito tentadora!

E por estar em local super privilegiado, de frente pra Baía de Todos os Santos, você ainda pode curtir esse visualzão, quando estiver em algum intervalo entre trios.

Há um espaço onde você pode comprar peças produzidas pelas Oficinas artesanais do Ilê e também fazer um visual afro.

Turbante-express

E quando você acha que já é hora de ir embora, o sol já se foi, os melhores blocos já passaram… é agraciado com a banda do Ilê, que toca os sucessos do bloco – no domingo, eles tocaram por mais de uma hora.

Depois do show, saímos do camarote, entramos na van pra descer a Ladeira da Montanha e pegamos um taxi que já estava no pé da Ladeira, justamente no aguardo dos foliões desejosos de descanso.

E meus hóspedes ainda arranjaram energia pra descer pra Barra e curtir o outro circuito!

Em 2011, as camisas para o Camarote do Ilê estavam R$160,00 por dia. Entre os serviços disponíveis, além do transporte de van (gratuito) também havia massoterapia, lojinha de artesanato e visual afro, por preços bem atraentes.  De comes e bebes (pagos por consumo) – água, cerveja, refris, sucos, energéticos, roskas; churrasquinhos, crepes, abarás e acarajés.

Ano que vem, tou lá de novo!

Carnaval de Salvador – Sábado é dia de ver o Ilê sair

Desde 2008, virou tradição: sábado de Carnaval é dia de ir ao Bairro da Liberdade, maior bairro de população negra do país, pra ver a saída do Ilê Aiyê, um dos principais blocos afro da Bahia.  Chegamos pela Avenida Lima e Silva, deixamos o carro e descemos a pé a Ladeira do Curuzu, pra subi-la novamente durante a noite, acompanhando o Ilê.

Ponto de partida e chegada: descer, pra depois subir, o Curuzu

Inclusive, foi justamente nesse dia que eu conheci o meu guru de viagens, o Riq Freire. Ir ao Ilê no sábado era algo que eu estava adiando há anos, e quando ele veio para o último périplo de Carnaval em Salvador, resolvi quitar essa dívida comigo mesma e de quebra ciceronear meu guru no evento! Foi pura emoção! 😉

Pois eu e Caê já estamos na nossa quarta saída consecutiva no Ilê, cada ano levando gente diferente e com novas experiências. Nenhuma saída é igual a outra. Esse ano, além da Thais e do Fabricio que estavam lá em casa no Carnaval, a @syferrari nos acompanhou no périplo. Encontramos com ela em frente à antiga casa de Mãe Hilda, falecida em 2010, fundadora do Ilê com seu filho, Vovô do Ilê.

Aglomeração em frente à Casa de Mãe Hilda - dentro da casa, amigos do bloco, políticos, artistas.

Ela tava lá bem faceira, tomando uma cervejinha no bar que tem colado à casa. É ali que tudo começa: os percussionistas e seus tambores descem para receber a benção da mãe-de-santo, e o público em geral fica por ali para assistir a cerimônia e ser abençoado também, com banho de pipoca e  milho branco e ver a revoada de pombas brancas que são soltas ao fim da cerimônia.

Coisas do Carnaval: papo entre "Mulher Maravilha" e Mulher Maravilhosa!

E enquanto a cerimônia não começa, a gente fica ali, meio apertado, é verdade, observando o movimento, os tipos, os sotaques, os idiomas.

E eis que de repente começam a descer os tambores.  Acompanhamos a cerimônia, que é muito emocionante.  Todos cantam juntos músicas do candomblé e são saudados pelo Ilê. Depois é hora da percussão subir e o bloco se arrumar para sair pelas ruas da Liberdade.

Sim, costuma ser um pouquinho apertado!

De dentro da sede do Ilê, acompanhamos as arrumações. A banda, do alto do caminhão, vai cantando e dando as orientações para arrumação da corda, dos foliões, dos tambores.

Ao nosso lado, a Deusa do Ébano 2011, de dourado. Linda!

Esse ano, o Ilê homenageou a herança negra de Minas. Me deu um orgulho danado.

Subimos a ladeira do Curuzu, até chegar mais uma vez à esquina da Estrada da Liberdade. Mais um sábado de Carnaval está completo! Já nosso Carnaval, estava apenas na metade.

Mais sobre o Ilê no Carnaval:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Il%C3%AA_Aiy%C3%AA

http://www.cultura.gov.br/site/2011/03/07/ile-aiye/

E esse video sobre a saida no canal Carnaval2011 no Youtube:

Carnaval de Salvador – quanto custa se hospedar num Ibis?

Exatos R$483,00, sem o café da manhã. Que tal?

Essa foto eu tirei no domingo de Carnaval deste ano, passando em frente ao Ibis do Rio Vermelho (aliás, até agora o único Ibis numa cidade desse tamanho…).

Acredito que ainda tinham vagas…

Aproveite, preços populares...

Carnaval de Salvador – a sexta-feira começa e termina atrás do Trio Elétrico!

Vocês podem não acreditar, mas a sexta-feira de Carnaval em Salvador é dia útil, a cidade funciona normalmente – exceto exatamente no circuito carnavalesco. E, por isso, acordei cedinho na sexta-feira para pegar o caminho pro trabalho.

Só que apenas nessa época do ano eu encontro esse trânsito bem peculiar.

Encontro de Trios pré-carnaval - com jeitinho, todo o mundo passa!

Mas quer dizer que ir ao trabalho vira um caos? Não, eu tenho no mínimo mais uns 3 caminhos que poderia fazer para ir trabalhar. Mas aí qual seria a graça?

Esse é o Tiranossauro Rex, o Trio do Chiclete com Banana

Saio um pouquinho mais cedo pro trabalho pra poder pegar esse engarrafamento único e sentir a cidade se preparando para o Carnaval. Adoro! (maluca, eu sei!)

E esse é o Dragão, do Asa de Águia

E, terminando o dia, voltei ao clima de Carnaval e fui buscar meu trio elétrico! Acelera aê! Hoje é dia de Ivete!

Foto do Jornal A Tarde

O YouTube está presente no Carnaval de Salvador, clique aqui pra acessar e se inscrever no canal.

Quer ver um pouco da Ivete na sexta?

Agora, só sábado, atrás do Ilê!

Carnaval de Salvador: Quarta pré-carnavalesca nas ruas da Barra

Oficialmente, o Carnaval na Bahia começa hoje, quinta-feira, quando o Rei Momo recebe do Prefeito as chaves da cidade. E só por isso a folia de quarta-feira é chamada de pré-carnavalesca. Porque, nas ruas, a verdade é que o Carnaval já tomou conta da cidade desde ontem.

Todo mundo pro lado de cá....

A quarta é marcada pela presença dos blocos pequenos com bandas de sopro, que este ano se organizaram na programação e na ordem de saída, acredito que para tentar botar alguma lógica e integração na dinâmica dos blocos. Essa união gerou um retorno de mídia muito bom, o que acho que colaborou para aumentar a quantidade de foliões que já estavam nas ruas.

A concentração do meu bloco, o Gravata Doida, tava marcada pra iniciar as 19h no Caranguejo do Farol. Cheguei quase às 22h, achando que o bloco já estava pra sair. Que nada, a galera continuava concentrada no bar, que nesse dia fecha só para os foliões do bloco.

Dentro do bar, todo o mundo concentrado!

A animação tava muita, a minha turma estava animada, o sambinha da banda Fora da Midia estava ótimo, mas deu meia-noite e meia e nada do bloco ganhar a rua, já na quinta música de saideira… Eu e Caetano resolvemos ir embora, no auge do agito. No dia seguinte o expediente é normal, precisava descansar!

Todo mundo pro lado de lá

Curtimos demais a noite, mas a fome de Carnaval ainda não foi saciada. Hoje vou perder os Mascarados, ficar quieta em casa. Mas amanhã serei a mais agitada das pipocas na Barra!

Pra frente, pra frente, pra frente!