Salvador na Copa do Mundo – Aproveitando a cidade em dia de jogo

Salvador foi abençoada com excelentes jogos na primeira fase da Copa do Mundo. Além disso, ainda recebe uma partida das oitavas e outra das quartas de final. Bairrismo a parte, acho que a melhor combinação turismo + futebol ficou por aqui. Rio, Manaus, Recife e as outras cidades são todas ótimas para passear, mas em nenhuma delas a principal atração turistica está a 10 minutos de caminhada do Estádio, como o Pelourinho está da Fonte Nova!

Cruz do Sao Francisco

Largo da Cruz de São Francisco, Pelourinho – dia de ALE x POR

A FIFA está disponibilizando várias formas para os torcedores chegarem aos estádios – onibus especial nos shoppings, metrô para pessoas cadastradas, bicicletários para quem quiser ir de bike. Nesta Copa já presenciamos dois jogaços – Espanha x Holanda e Alemanha x Portugal. Em ambos os jogos, fomos pelo Pelourinho. Para quem tem carro, chegando umas 2h antes do jogo achamos vaga nos estacionamentos no local – onde nos foi cobrado R$30 pelo acesso – preço fixo e pagamento adiantado. Quem está sem carro pode pegar um taxi para o Comércio e parar em frente ao Elevador Lacerda, esquema que fizemos no segundo jogo e correu tudo bem. Dali, subimos o elevador para a Praça Municipal. O Pelourinho está logo à esquerda, com a Praça da Sé e o Terreiro de Jesus. Em todo esse percurso há policiamento e, a partir do Terreiro de Jesus, também vi placas indicativas do caminho pro Estádio – e se os gringos conseguem, a gente dá conta também. 😉

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Rua das Laranjeiras, Pelourinho – Dia de ALE x POR

No Portal da Copa você encontra um link para a Fan Walk, uma sugestão de roteiro a pé do Porto de Salvador ao Estádio – na Cidade Baixa não vi monitores ou orientações, mas a partir do momento que se chega na cidade alta, está tudo sinalizado. A Fan Walk é uma boa iniciativa para promover a turistagem em Salvador, mas achei bem tímida. TIve que fazer várias tentativas de googlar o roteiro – sem saber o nome, fica bem difícil. Espero que melhore até o fim da Copa!

Mas independente de nome, esse roteiro funciona bem e, pra quem não é da cidade, o melhor é se arrumar cedo e seguir o Fan Walk, sim! Minhas sugestões: Vamos pegar um taxi ou ônibus até o Comércio e descer em frente ao Mercado Modelo. É hora de aproveitar para ver o artesanato – mas pensar bem no que vai comprar ou deixar pra comprar na volta, pois pode ser que a gente escolha algo que é proibido no estádio, né? O Mercado fecha 19h todos os dias, exceto domingo, quando fecha às 14h. Dali, pegamos o Elevador Lacerda – a catraca está liberada nos dias de jogos, e com isso você economiza R$0,15 (sim, quinze centavos) para a subida. Chegando na cidade alta, estamos na Praça Municipal. À direita, o Palácio Rio Branco, antiga sede do Governo. Na frente, a Casa da Câmara dos Vereadores. À esquerda, um prédio mais moderno, a Prefeitura. Desta saída do Lacerda temos uma das mais belas e fotografadas vistas da cidade.

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Vista da Cidade Alta, ao sair do Elevador Lacerda – dia de ALE x POR

Seguindo para a esquerda, passando pela Prefeitura, vamos chegar à Praça da Sé. No jogo Alemanha x Portugal, estava ali uma ação bem interessante da Embaixada Alemã em parceria com a Federação Alemã de Futebol – uma “sucursal” do consulado alemão com dicas diversas da cidade, segurança, um engenhoso tradutor alemão-português de bolso e o que mais o turista precisar. Achei bem interessante. Fiquei pensando se outros torcedores têm assessoria semelhante.

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O stand do Nationalmannschaft fan club – apoio itinerante aos torcedores alemães – ALE x POR

Andando mais um pouquinho, chegamos no Terreiro de Jesus, onde a Holanda fez o Orange Square antes do jogo Holanda x Espanha. O Terreiro está todo enfeitado não só para a Copa mas também para o São João, pois no Pelourinho acontece o São João oficial da cidade, na noite de 23 para 24 de Junho e nos finais de semana próximos. O Terreiro tá lindo e virou palco de encontro de torcidas e expressões artisticas locais. Ali está o Cravinho, ótima opção para tomar umas e comer uns petiscos depois do jogo. Recomendo demais os camarões encapotados com tapioca. Hummmm….

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Terreiro de Jesus todo enfeitado durante o mês de Junho

Dali há vários caminhos a fazer. Se tivermos tempo, dá pra descer até o Largo do Pelourinho, onde geralmente está o Olodum para a festa pré e pós jogo e há um telão para ver os jogos da Copa. Do lado da Igreja do Rosário dos Pretos (a igreja azul na ladeira) está o Restaurante Escola do SENAC. Ali há um buffet de comida baiana, com sobremesa inclusa, de excelente qualidade. O maior ganho deste buffet, pra mim, é a chance de em uma oportunidade só experimentar várias comidinhas baianas. O atendimento é excelente e a comida é muito boa.

Hora de ir pro Estádio… Pelo google, vamos descer a Ladeira 12 de Outubro e subir a Ladeira do Prata, logo em frente. Estando já na região, devemos procurar a ladeira onde está o restaurante da Alaíde do Feijão, ou procurar onde é a ladeira do estacionamento do Pelô. A ladeira que vamos subir está bem em frente. Ao fim da subida, vira-se à direita, primeira à esquerda e voilá! Eis a Fonte Nova. Mas mesmo sem essas orientações, não dá pra se perder. É só seguir o fluxo. 😉 E há policiamento em todo o trajeto.

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Lá vai o holandês subindo a ladeira – caminho para a Fonte Nova – HOL x ESP

Os jogos têm sido incríveis. A Arena foi inaugurada há mais de um ano e o equipamento todo está muito bem testado para a Copa. Filas existem sempre nas lanchonetes, mas não fogem da regra de grandes eventos, seja no Brasil ou no Exterior. As torcidas têm dado um show de irreverência e boa vizinhança. Torcedores do Bahia, Vitória, Ipiranga (!), Galícia (!!!), Espanha, Holanda, Alemanha, Portugal – todos estão curtindo o espetáculo. Olas, gritos de torcida, vaias, canções, tudo está no pacote. Emociona, nos envolve, quando você se dá conta está com sentimentos confusos – triste pela Espanha, feliz pela Holanda, temerária pelo Brasil, com medo da Alemanha, sentindo a ausência de Portugal, ansioso pela Suiça. E vumbora comemorar os gols, seja lá de que seleção for.

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ALE x POR na Arena Fonte Nova

 

Acabando o jogo, vamos fazer o mesmo caminho de volta? Saimos da Arena, descemos ladeira, subimos ladeira e em 10min estamos no Pelourinho. Bares e Restaurantes estão com TVs ligadas para transmitir demais jogos e resenhas – pode sentar e pedir uma caipiroska e uma carne do sol com aipim, pra ficar no clima do Nordeste no São João (é época, lembra?). Em toda a área há música, festa, batuques e torcedores comemorando ou chorando as mágoas. Dali, para pegar um taxi, melhor voltar ao Terreiro de Jesus ou à Praça Municipal (a do Elevador Lacerda) onde há pontos de taxi. Também se pode descer o Elevador e pegar um lá embaixo, onde também há um ponto.

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Torcedores de ALE x POR de volta ao Pelourinho

Um fim de noite perfeito pra mim pode ser no próprio Cravinho do Terreiro de Jesus, ou nos restaurantes da Marina da Contorno… ou um acarajé no Rio Vermelho.

Desculpaê, gente. Se existir esquema de turistagem + jogo mais perfeita que esse, vou adorar saber, e se possivel, experimentar. Por hora, vou testar essa fórmula exaustivamente em Suiça x França, Bosnia x Irã, oitavas e quartas de final. É o que tenho para essa Copa!

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Tapete laranja descendo a ladeira após o jogo para comemorar no Pelô – HOL 5 x 1 ESP

Links interessantes:

Informações sobre a Copa na cidadehttp://www.secopa.ba.gov.br

Mudaríamos alguma coisa que fizemos nesse dia? – O relato acima é o compilado da nossa experiência em todos os jogos da copa das confederações na Arena Fonte Nova e 2 jogos da Copa do Mundo, até agora. Então oque está aqui relatado é o nosso roteiro perfeito. Não mudaria nada. 😀

Meu dia perfeito de turistagem + jogo: idem, é o relatado acima. Quanto mais cedo acordar, mais dá pra aproveitar o roteiro. O importante é se encaminhar pro Estádio com 2h-1h30 de antecedência.

Onde ver os jogos, sem ser no estádio? Há a FanFest, no Farol da Barra, mas não fui ainda pra conferir. A informação que obtive no local é que só funciona em dias de jogo na cidade ou dias de jogo do Brasil. Bares em geral no Jardim Brasil (Barra), Orla da cidade, bares do Pelourinho, estão todos transmitindo o jogo.

Taxi para o Aeroporto – Da Barra, que fica na ponta da península, dá em média R$85. Há ônibus dos principais hotéis da cidade para o Aeroporto, a linha é a S10. O toll free é 9090 71 9979-1000, para mais informações.

Fan Walk de Salvador – http://promoview.com.br/nordeste/397966-fan-walk-mostrara-historia-da-bahia-a-turistas

Turismo na Bahiahttp://www.bahia.com.br

Blogs da cidade:

Salvador em 1 dia – http://salvadoremumdia.blogspot.com.br

365 motivos para amar Salvador – http://365salvador.wordpress.com

Guia de Sobrevivência do Soteropobretano – http://soteropobretano.blogspot.com.br

Área de Jogos da Adri – https://adrianelima.wordpress.com

Pra saber o que tá rolando na cultura e sociedade, a Revista Muito, do Jornal A Tarde – http://atarde.uol.com.br/muito

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As baianas de acarajé estão presentes na Arena Fonte Nova

 

 

Voando de Ryanair

Interessante esse negócio de voar de companhias low cost na Europa. Se é a primeira vez que vai comprar passagens, você acha tranquilamente que é trote: acessa um site de uma lowcost (a Ryanair, que voamos, por exemplo), e o site é todo em cores berrantes, como amareeeeelo e azul. O site do Mercadolivre é mais discreto que o da Ryanair! E aí que você já se depara com um box piscando no centro da página oferecendo vôos a €10,00. Com taxas! E eu que tava acostumada a achar que viajar de lowcost era pagar uns R$100,00 pra ir de Salvador a Beagá visitar os parentes, cada trecho (fora de promoção), descubro o que é uma verdadeira lowcost quando pago €30,00 pra voar de Madri pra Paris. Se ganhando em reais eu já estou achando isso barato, imagina pra quem ganha em euros? Uma maravilha.

Nem tudo são flores, é claro. Para pagar pouco, você tem que dar pouco trabalho para estas cias aéreas. Cada bagagem despachada é cobrada. Se você quer prioridade para entrar no avião, paga por isso. Se faz o checkin online (e consequentemente dá menos trabalho pro pessoal), ganha vantagens. Acha um absurdo? Achei bem justo. Você paga somente pelo que consome. Serviço de bordo? É pago também. Mas não é mil vezes melhor pagar justos €5,00 pelo seu sanduíche do que pagar todos os reais a mais que pagamos para receber barrinhas de cereal ou sanduíches ‘grátis’?

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Os aviões da Ryanair são todos novinhos, caso alguém pense que, por esse preço, se voa em arabacas que mal se mantêm no ar. As poltronas não tem quase conforto nenhum e são bem apertadinhas, mas todo o mundo adora quando lembra o quanto pagou.

O limite de bagagem de mão é o dobro do que aqui no Brasil: 10kg. Mas eu e a Carol achamos que a maioria não respeita esse limite. Vimos muitas malas enormes sendo carregadas como bagagem de mão, que só teriam 10kg se só tivessem algodão dentro. Nosso primeiro voo de Ryanair foi de Dublin pra Roma, e a sensação foi de estar num daqueles ônibus intermunicipais, hehe. Todo o bagageiro do avião estava ocupado, e precisamos colocar nossas mochilas embaixo do banco de outros passageiros, pois o único lugar que conseguimos foi a última fila do busu (digo, avião).

Isso porque na Ryanair você tem que pagar €3 para escolher sua cadeira.  E pouquíssimas pessoas pagam, sendo que essas têm preferência no embarque. Com isso, na sala de embarque, quando a mocinha de azul da Ryanair aparece para anunciar que a aeronave está no pátio, já existe um bando de gente, organizados em fila, prontos pra embarcar. E você pensa: nossa, quanta organização, viva a Europa, isso é que é gente civilizada. Mas não, é a lei da selva! Quem entra primeiro, pega os melhores lugares! Neste vôo eu e a Carol demos bobeira e acabamos assim, passando as 3 horas até Roma na última fileira do avião – lembrando que essa fileira não é reclinável em cia. nenhuma…  😦  Mas isso só aconteceu dessa vez, depois ficamos espertas.

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Além das aeromoças passarem vendendo os lanchinhos, durante o vôo eles também oferecem um bilhetinho para loterias dentro da empresa (“concorra a mais de não-me-lembro-mais-quantas mil passagens pagando apenas €8,00 por essa cartela”…), vales-viagem para dar de presente e tickets de transporte para o trajeto aeroporto-centro da cidade. Bom… se oferecerem esse ticket de passagem de onibus, não aceite! Descobrimos que eles só oferecem ticket de onibus dentro do avião se há concorrência em terra para esse transporte. Nos aeroportos que chegamos e só havia 1 opção para irmos ao centro, eles não ofereciam no voo… Resumo da ópera: pegamos um onibus bem bom de Ciampino pra Estação Termini, mas pagamos €2,00 a mais que o pessoal que deixou pra comprar em terra.

Como dá pra ver aqui, a aeronave, por dentro, não é nada discreta. O mesmo amarelão que você vê no site é o que vc encontra dentro do avião. Isso é que é reforço de identidade visual! 😉

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E eles não perdoam nem um espacinho da oportunidade de vender mais alguma coisa. Tá vendo,  propaganda até nos bagageiros… Isso incomoda um pouco, é muita poluição visual, mas na verdade eles estão aproveitando cada espacinho para fazer dinheiro e não onerar o passageiro. Ah, então tá bom.

Acho que o episódio mais pitoresco de todos os nossos voos Ryanair (foram 4 no total) foi uma briga que rolou entre um passageiro e uma aeromoça (também, no voo Dublin-Roma. Êta vôo longo…). Os dois, italianos. A aeromoça insistia pra um cara de uns 30 anos no máximo guardar sua bagagem no bagageiro, e o cara se fazia de desentendido e deixava a mochila debaixo do banco (o que era proibido, pois ele, como nós, estava na última fileira). A tal aeromoça já estava indo cuidar de outros afazeres quando ele resmungou algo sobre ela, que ouviu. E voltou. “Scusi?” Era ela com um “como é?” em italiano. E pediu pro cara repetir o que tinha dito. Já com a voz alterada. Pronto, o barraco tava armado! Aí o cara começou a pedir desculpas, e ela falando que não encerrava os procedimentos enquanto ele não entregasse a ela o passaporte. Uma confusão. Os dois falavam alto e eu e a Carol entendíamos parte da conversa (nosso italiano, até então, não ia muito além do que aprendemos vendo Terra Nostra na Globo). Esse bate-boca todo não rendeu nada além disso, e o italiano ficou quietinho no lugar dele durante todo o voo. Não me lembro onde ele afinal guardou a tal mochila…

Acho que a condição ideal de voar de Ryanair é quando você tem apenas uma malinha de bagagem de mão e vai para um destino próximo. Dentro dessas limitações ela é perfeita… Pouco tempo de vôo e nada de stress ou taxas pra despachar bagagem.  A Carol que o diga, já está ficando profissional em Ryanair. Logo ela, que morre de medo de avião, hein… Bom, mas eu compraria Ryanair de novo e quantas vezes mais eu pudesse! O valor pago vale muito a pena.

Para pesquisar várias opções de voos lowcost ao mesmo tempo, utilize o Skyscanner.

Se quiser conferir preços direto com cias lowcost, algumas que usei foram:

Easyjet

Aerlingus

Vueling

Vale ressaltar que nem todas têm as mesmas práticas da Ryanair, que me parece ser de longe a mais espartana do grupo. Viajei de Aerlingus de Frankfurt pra Dublin e foi bem confortável (ah, e pude marcar assento sem pagar nada por isso).

Caso haja dúvidas sobre a existência dos preços baixos messsssmo, veja a listinha de quanto pagamos por voo, com taxas de embarque e de bagagem:

Dublin – Roma: 61,73 euros

Roma – Barcelona: 49,25 euros

Barcelona – Madri: 33,53 euros

Madri – Paris: 33,41

Pegadinha: pra poder calcular o custo total de pegar um voo lowcost, bote nesse valor aí mais uns euros para transporte, pois os aeroportos que estas cias usam costuma ser longe… Pagamos em média uns 10 euros por deslocamento (alguns foram barato, tipo 5 euros, outros foram 14, quase o preço da passagem…)

Salvador-SP-Frankfurt e…Dublin, enfim!

Todas as vezes passadas que viajei nunca me importei muito com a quantidade de conexoes, sempre acho interessante o vai e vem de gente e me divirto ateh em aeroportos. Mas, dessa vez, nossa, Dublin nao chegava nunca….

O voo de Salvador pra SP foi super tranquilo. De SP pra Frankfurt, houve um atraso de mais de 1 hora, para esperar os passageiros vindos doRio. Mas nao foi de todo mau, pois o voo estava bem vazio. Partimos com menos de 100 pessoas a bordo. Com essa informacao estrategica nas maos em tempo habil, peguei logo uma fileira de 3 cadeiras no meio do aviao. Sem vizinhos, pude fazer uma pseudo-primeira classe e dormi como um anjo durante toda a noite.

No voo conheci a Karina, gaucha casada com um alemao, e a sua filhinha Alina, de 1 ano e 10 meses, que virou o mascote do voo. As duas sao muito simpaticas e o voofoi bem mais agradavel com boas companhias para conversar sobre todo o tipo de assunto.

 Fazia sei-la-quanto-tempo que eu nao voava de VARIG, mas tanto no trecho SSA-SP quanto de SP pra Alemanha, me impressionou a simpatia e cortesia da tripulacao. Estou tao acostumada ao estilo TAM e GOL, rispidos e rapidos, que realmente foi uma surpresa o atendimento da VARIG. Me fez lembrar o que eh o ideal de atendimento em servicos diversos…

Em Frankfurt, tive que perambular com minhas malas umas 2 horas pelo aeroporto esperando o checkin da Aerlingus abrir. Despachei as malas e as bugingangas que a CArol me pediu excederam o limite de peso em 10kg. Bom, o calculo era por ai mesmo, entao paguei os 80 euros de excesso de bagagem. Mesmo assim, saiu mais barato que os outros voos que havia procurado na web. Que bom…

A checagem de bagagem pessoal em Frankfurt foi psicotica. Muita seguranca, muita cautela, pouca cortesia. Passar pelo detector de metais e pela policial que me revistou soh nao foi mais invasivo que um exame ginecologico! Tirei cinto e ateh o porta-dolar! Vixe!

O voo da Aerlingus foi adiado umas 3 vezes em 15 minutos cada vez. Toda hora mudavam o horario de saida. Ao entrar no aviao, o piloto avisa que teremos que esperar mais 20minutos. Isto lhe soa como um deja-vu? Pois eh, o caos aereo esta por toda a parte. O problema, no caso deste voo, era o trafego aereo em Dublin, que atrasou a saida pra Frankfurt e o retorno pra Irlanda. Cheguei em Dublin 1 hora atrasada. Pelo menos dei sorte com o cara da PF deles.  e lah estava minha irmazinha me esperando. E assim acabou-se a minha saga de ida: saindo as 12h de Salvador, chegando em Dublin as 23h do dia seguinte….

Enfim, FÉRIAS!

Pode parecer inacreditável, mas já faz 14 meses que não tiro férias. Nem eu acredito. Outro dia mesmo tava eu toda feliz voltando da jornada Buenos Aires  – Mendoza – Porto Alegre – Minas e outros tropeços pelo caminho.

Agora o salto é maior e os motivos são… er… hum… familiares. Vou visitar a CArol! Ainda bem que ela não foi pra Austrália, lá não ia dar pra visitá-la. Mas Europa, vou sim, com muito gosto. E é isso, tou indo. Só volto ano que vem. Espero ter tempo de atualizar o blog pra compartilhar experiências, matar uns de inveja, deixar papai e mamãe mais tranquilos e esperar mensagenzinhas de vocês. Se não atualizar, é porque estamos nos divertindo tanto que despachamos o notebook de volta pra Dublin! 😉

Pulando e viajando! Excelente idéia!

Vi essa matéria na Viagem e Turismo e achei FAN-TAS-TI-CA. Tirar fotos enquanto está pulando. Aiii, chega de sorrisinhos e poses que a gente não aguenta mais… E, pulando, cada foto é uma história – principalmente se do salto gerar um quedaço…. hehehe. Irmã, vamos fazer várias fotos, viu!

 Viagem na maionese

Abra suas asas

Como um passarinho: se você pode pular, por que apenas sorrir?

 Quando morava em Ilmenau, na Alemanha, Guilherme Mesquita, de 22 anos, quis trazer como recordação para o Brasil fotos mais originais que o esquema paisagem-posesorriso-flash. A idéia era clicar as pessoas pulando, com o pôr-do-sol ao fundo. Ao voltar para casa, em Ponte Nova (MG), a mania contagiou a família. “Até nosso pai, de 65 anos, posou saltando”, conta a irmã de Guilherme, Daniela, de 34 anos, que também deu seus pulinhos na Patagônia argentina. O hobby acabou virando o site www.pulandoeviajando.com, que já tem mais de 300 imagens de pulos mundo afora. Daniela conversou com a repórter Júlia Gouveia.

Por que pular? Não seria mais fácil apenas sorrir?
Uma foto de gente parada não tem tanta graça. Muitas pessoas nos escrevem dizendo exatamente isso: que a foto de pulo transmite alegria, diversão, descontração e momentos positivos.

Existe alguma exigência para a foto entrar no site?
Não pode ser em lugar privado, na piscina do sítio ou na sala de casa, por exemplo.

Qual a foto mais bizarra do site?
É uma seqüência na Antártica. Além dos caras estarem pulando em pleno continente gelado, eles estão sem camisa!

Alguma foto já terminou com o sujeito em maus lençóis?
Minha prima, por exemplo, estava saltando sobre umas pedras em Iriri (ES), descalça, e acabou machucando todo o pé. Coitada. Mas tudo em nome de um belo pulo.

1, 2 E… 3! COMO BATER UMA BOA FOTO DE PULO

– Mirando a pessoa que vai pular, aperte até a metade o disparador da câmera. A máquina vai focar. Continue segurando. Só aperte o restante do botão quando a pessoa estiver na parte mais alta do pulo.

– O fotógrafo deve ficar agachado: quanto mais baixo ele estiver, mais alto vai parecer que a pessoa saltou.

– Tome bastante impulso. Quanto mais alto o pulo, melhor a foto. 
Por: | Foto: Arquivo pessoal
Matéria publicada na Revista Viagem e Turismo

Bodegas em Mendoza – Norton

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Dois dos meus dias em Mendoza foram dedicados exclusivamente ao vinho e correlatos.Todas as agências de Mendoza oferecem o mesmo passeio pelas bodegas – todos os passeios são à tarde, e incluem duas visitas: uma a uma bodega mais familiar e artesanal, outra a uma bodega grande com processo mais industrializado. A agência não informa qual bodega você vai visitar, pois deve partir do princípio que você quer ver bodegas, e não uma ou outra em particular. Pra quem quer conhecer especificamente esta ou aquela, tem que se virar sozinho ou pagar uma fortuna às agências.Eu estava com meus colegas de curso de espanhol Mattias (Suécia) e Jory (EUA), e resolvemos nos virar sozinhos. Combinamos um taxi para nos levar, aguardar e nos trazer de volta. Num dia nos cobraram 130 pesos, em outro dia foi 115 pesos. Não me lembro o preço do passeio por agência, mas o nosso passeio ficou quase que o mesmo preço, sendo que nós escolhemos as bodegas a visitar. Foi bem mais interessante.

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Ah, sim, e junto conosco estava o nosso professor de espanhol, de óculos aí no meio…A primeira deste dia foi a Norton. Chegamos quando estava acabando uma visitação e, na maior cara de pau, começamos pela degustação.Isso porque o Jory já tinha ido em todos os eventos de vinho da cidade e conhecia todos os atendentes e sommeliers… ao chegarmos à área de degustação da Norton, o atendente o reconheceu e, ao saber que tínhamos pouco tempo, se propôs a fazer a visita à bodega conosco, de trás pra frente! :-)))

Foi ótimo. Primeiro experimentamos os vinhos…

Depois passeamos pelas caves e vimos os vinhos em suas guardas… olha a minha carinha feliz. hehehe!

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Quase no final da visita “de trás pra frente”,(sem boas fotos…sorry!) ele nos mostrou barris antigos gigantes onde vinhos populares ficam armazenados. Um dia por ano, a Norton abre para a comunidade comprar vinho a preço de custo, bastando trazer a garrafa. Neste dia, mendoncinos de garrafão de 3 ou 5 litros na mão fazem fila pra poder encher suas garrafas com o vinho da Norton. Não sei se isso acontece em outras empresas, só lá isso foi mencionado…Pulamos o processo produtivo, que todos já conhecíamos e não queríamos ouvir de novo (e ainda ouviríamos algumas outras vezes). Passeamos um pouco pelos vinhedos, uma vista linda com a pré-cordilheira ao fundo (um pouco mais baixa que as nuvens na foto). E tocamos para a bodega seguinte: Luigi Bosca.

O site da Norton é www.norton.com.ar.

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Vinícolas em Mendoza – Escorihuela

Vinícolas… ou bodegas, que é o nome que eles dão pras vinícolas por lá.

Visitei um monte nas minhas férias em outubro. Ainda ficaram muitas para eu visitar numa próxima vez… pois Mendoza vale um retorno: é linda, tem vinho, tem esportes radicais, tem natureza e tá na Argentina… pertinho e baratinha.

Pelo que pesquisei, o esquema de visitação de todas é o mesmo. Você conhece a bodega, eles explicam o processo de fabricação de vinho e depois você participa de uma degustação. Todas as visitas que pesquisei/fiz foram gratuitas, o que acaba comprometendo a qualidade da visita e da degustação… Quando você já está na terceira bodega, você não aguenta mais ouvir a explicação a respeito dos barris de carvalho importados da França (às vezes, EUA) e a substituição por grandes reservatórios de aço inox para os vinhos mais populares.

Pra sair desse esquema, você tem que conhecer alguém pra poder te levar num esquema especial de visita. Meu amigo Jory, americano apaixonado por vinhos, conheceu tuuuuudo de uma bodega artesanal.

A primeira bodega que conheci foi a Escorihuela, a mais antiga da cidade, pelo que soube. Você chega até ela de ônibus, fica dentro da cidade. Ok, os vinhedos dela não ficam do ladinho da bodega, estão em outro lugar. Ah, lá tem um restaurante que dizem que é fabuloso (não conheci, não posso opinar).

Escorihuela

Este espaço na foto já foi utilizado para armazenamento de vinhos, hoje não mais. Esse barrilzão enorme de carvalho tem um entalhe com Baco em destaque, bem no meio, tá vendo? Foi feito em homenagem a um dos aniversários da Bodega, que já tem mais de 100 anos. Não me lembro mais se foi o aniversário de 50 ou de 100 anos, isso é o que dá deixar pra postar as informações tanto tempo depois. Tudo fica vago…  

A visita tem horário, melhor ligar antes pra saber direitinho. É gratuita e lá tem uns souvenirs bem legais. Comprei um corta-gotas lindo, com a marca da bodega. Aliás, saí por Mendoza comprando vários acessórios de vinhos das mais diferentes bodegas.

Uma festa! Endereço da Escorihuela – www.escorihuela.com.ar