Adri, KK e Gaudí (parte 2)

Se você acha que conhece alguém que tem fama de megalomaníaco, é porque você não viu o que Gaudí planejou para o Templo Expiatório da Sagrada Família. O templo, que ainda não está pronto, está em obras a uns 100 anos e só deve estar pronto lá por 2050!!!

O projeto é mesmo belíssimo, e a parte do Templo que já está pronta também é super interessante. Mas, mesmo lendo muito a respeito antes de chegar até lá, eu imaginava que a Sagrada Familia fosse algo em estágio mais adiantado de construção. O lugar é um verdadeiro canteiro de obras…

 

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Tem tantas gruas na obra que você chega a se lembrar dos slides sobre Dubai que rodam a web…

 

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Entramos no Templo e ficamos meio decepcionadas, demorando um pouquinho pra entender o que havia ali dentro, de fato. Resolvemos não subir para a parte de cima do Templo, pois as filas eram enormes. Pegamos em nossa mochila tuuudo o que tínhamos de informação sobre a Sagrada Familia e demos uma folheada, pra podermos nos situar…  

 

 Acho que (podem jogar pedras se quiserem, vou entender) a Sagrada Familia foi a maior decepção da nossa viagem toda. Não que ela não seja linda, ela é, e muito. Mas é um dos casos em que exageramos nas expectativas, sabe… Mais um ‘efeito capela sistina’ para nosso curriculo.

O legal da Sagrada Familia está no museu sobre o Templo, situado… por todo o lugar, ehehe. Na verdade, acho que descemos escadas, atravessamos áreas em construção e não me lembro bem onde fica a parte dedicada à história do Templo, de Gaudí e de suas inspirações. Mas é lá que você vai ver uma mega maquete da Sag. Familia, vai ver os esboços iniciais do Templo e entender a sua história. Gaudí morreu atropelado por um bonde em frente à obra da Sag. Familia, enquanto a admirava – e, provavelmente, pensava em inventar mais uns abacaxis e colméias pra colocar em algum lugar do Templo… A cripta dele se encontra no interior do Templo, inclusive.

Para saber mais sobre a Sagrada Familia na wikipedia, clica aqui.

O site oficial do Templo é www.sagradafamilia.cat.

E um site cheeeeeio de fotos lindas, fatos e percepções interessantes você vê em Fatos e Fotos de Arnaldo Interata

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Adri, KK e Gaudí em Barcelona (parte 1)

Tudo o que falam de Barcelona e arquitetura é verdade.

Não há como a gente chegar e sair da cidade sem enriquecer nossos conhecimentos sobre arquitetura, mesmo sem querer! Quando você menos espera, pronto, já foi, aprendeu uma coisa nova. Assim como em Roma tropeçávamos em obras lindas do Bernini, em Barcelona a cada esquina uma obra de Gaudí aparecia em nosso caminho. E são lindas! E foram feitas a mais ou menos um século, o que me deixou bastante admirada, pois até para os padrões de hoje são bem ousadas. Bom, não é a toa que as obras de Gaudí fazem parte do Patrimônio Mundial da Unesco!

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A primeira visão foi a da Casa Bartlló, aí em cima. Visão mesmo, pois não entramos nesta prédio, que ele reformou no início do século XX.  Como ele era bem perto de nosso hostel, decidimos dar mais uma rodada antes de entrar na casa… o fato de o ingresso custar 16 euros sem direito a meia entrada também pesou nessa decisão. OK, ok, essa não era nossa praxe na viagem (afinal, mais caro foi chegar em Barcelona, agora vai “amarrar mixaria”?).  Mas era cedo, a La Pedrera era ali pertinho, ainda tinha a Sagrada Familia pra conhecer. Então, quando chegamos na La Pedrera, decidimos conhecê-la. Seis euros o ingresso de estudante.

Ticket La Pedrera

A Casa Milá, ou La Pedrera, foi desenhada e construída por Gaudí. Vista de fora, parece uma casa de brinquedo, feita de areia, ou barro, ou qualquer material que permita tantas curvas… Você entra e recebe o audioguide para ouvir tuuudo sobre o edifício e Gaudí. Não sou muito favorável a audioguides, eu e Carol só usávamos quando estava incluso no preço, o que foi o caso. Geralmente eles acabam duplicando o valor do ingresso… 🙂 Bom, olha eu aí viajando no audioguide…

 

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A visita começa pelo último andar, onde há uma exposição sobre as obras do arquiteto , maquetes de outros prédios, inspirações de Gaudí na natureza e detalhes da construção e dos móveis que depois veríamos in loco. Olha que lindas as saídas de ar e chaminés do prédio. Parecem umas gárgulas, não?

 

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Agora um zoom nas beldades presentes (olha os fonezinhos dos audioguides de novo no pedaço). E a chaminé, toda coberta com mosaico.  Deu pra perceber que em Barcelona pegamos uns dias bem bonitos, né… Friiiios que só, mas sem chuva.

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Depois do terraço, entramos nos apartamentos. Foi aí que percebemos o tanto que Gaudí influenciou nosso cotidiano. Ele produziu, na época, vários móveis ergonômicos. E não só móveis, como também fechaduras, portas de correr e várias outras soluções brilhantes! Aqui, eu e Carol visitando o banheiro do apartamento. Uma autofoto que a gente não ocupa 70% do espaço, eheh. Creio que a única de toda a viagem, no fim das contas.

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Aqui é a fachada da La Pedrera. Lembra a Casa Bartló, não é? O estilo dele é esse. Tudo cheio de curvas e sinuosidades. Do alto da minha ignorância em arquitetura, achei tudo dele muito feminino e acolhedor! Com exceção da Sagrada Família, mas aí é uma outra história…

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Um mercado bem familiar

Quem gosta de mercados municipais? Eu adoro. No Brasil, já conheço o Mercado Central de BH (e o bar Casa Cheia, ai que saudade), o Mercado Municipal de SP e o Porto Alegre, que, inclusive, é um charme… E apesar de já ter viajado pra outros países, não me recordo de ter ido a outro mercado, sendo o de Barcelona a minha estréia internacional no assunto…

O mercado La Boqueria fica bem perto das Ramblas, avenida exclusiva pra pedestres, em Barcelona, onde turistas e locais (mais turistas que locais) adoram passear. O La Boqueria é um dos poucos estabelecimentos na região das Ramblas que é frequentado por moradores. Lá tem de tudo: frutas, doces a granel, pescados, e, que bom, botequinhos pra tomar uma cerveja e comer algo bem gostoso.

Eu e Carol aproveitamos para comprar frutinhas diversas. Até encontramos aquelas ameixas amarelas que tinha no sítio de nossa avó… faz um tempão que os miquinhos não deixam nada pra gente, há séculos eu não comia a danada da ameixa. Mas foi só pra matar a vontade mesmo, tava meio sem gosto… 😦 

Olhando as fotos, não parece que podia ser qualquer mercado no Brasil mesmo? Pena que no Brasil não encontramos cerejas tão bonitas e com preços também bem apetitosos… 

Em maio do ano passado, estive no Mercado Municipal de SP e vi 1/4 de kg de cereja ser vendido a R$25,00!!!! Que conta mais maluca! Mas também, falar que o quilo é R$100,00 já assusta logo de cara, né?

Comidinhas em Barcelona – café, almoço e jantar…

Na noite em que chegamos em Barcelona, cansadas da viagem de avião e da viagem do aeroporto até o hostel, só conseguimos ir até uma esquina próxima pra comer na Pans & Company, uma cadeia de fastfood espanhola que alguns amam, como nossa amiga Ana Paula, e outros odeiam, como a minha guru para assuntos de Barcelona, a Adriana Setti. Achei a comida normal para um fastfood, nada que valesse uma segunda chance.

A partir do dia seguinte, nós tiramos nossos dossiês de Barcelona da mochila pra poder caçar os lugares legais de comer nessa cidade. E começamos pelo Café Zurich, na Praça Catalunha. Bem turístico, dizem que os garçons são mal-humorados, o serviço é mais ou menos mas que é um lugar que todos têm que bater ponto em Barcelona. Eu achei o lugar bem legal! Os garçons deviam ter recebido algum adiantamento de salário, ou então era o clima de Natal chegando na cidade. E nosso café da manhã foi bem gostoso. O chocolate quente, hum…. uma maravilha. Dá uma olhadinha no nosso café da manhã….

 

cafezurique

De posse da listinha da Dri Setti, catamos vários lugares legais pra comer na cidade, tanto os turísticos como os locais. E seguimos a dica quente de aproveitar o menu do meio-dia, quando os restaurantes têm pratos (bem) mais em conta que à noite. Mas o meio-dia é a partir de 2 da tarde. Chegamos no Cheese Me um pouco depois das 13h e ele tava vaziiiio…. Nesse restaurante moderninho, todos os pratos levam algum tipo de queijo. Eu, que sou viciada em queijo, fiquei doooida pra ir la´conhecer. O restaurante é uma graça, e tem essas mesas de frente pro vidro que dá pra rua. Achei divertidíssimo. Topamos o menu do meio-dia com entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de qualquer bebida (no caso, escolhemos vinho) e ficou por menos de €15 pra cada. Eu comi esse carpaccio de bacalhau aí na foto, tava gostosinho, mas nada inesquecível.

 

CheeseMe

Mas, ei! Mesmo não sendo inesquecível, tem um garfo intruso no meu prato! De quem seria? 😉

Nas noites da cidade não jantamos muito, mas reservamos uma de nossas noites pra conhecer uma Paella de verdade. Não era uma paella valenciana, já que não estivemos em Valencia, mas foi uma paella recomendada. Fomos atrás de uma das melhores paellas de Barcelona (segundo nosso mega-dossiê) e chegamos à 7Portes, restaurante mais antigo de Barcelona.  Entrar no Sete Portes é uma viagem no tempo, o local é decorado como há algumas (ok, muitas) décadas atrás.  O serviço é excelente e todos eram sempre muito simpáticos e corteses. E lá chegamos prontas pra estourar a boca do balão e o nosso orçamento…

Começamos pedindo a principal entrada do Restaurante, um mix de tudo o que eles serviam no local. Não esperávamos que a entrada que pedimos viesse em uma bandeja com tantas opções. A Carol não tava na mesa quando o prato chegou. Tentei registrar a cara que ela fez quando viu o tamanho da nossa primeira gracinha, mas ainda não sabia como mexer na minha máquina fotográfica nova, então a foto não ficou boa… Não pegou a Carol direito, mas nossos petiscos ficaram bem registrados!

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E ja que a noite era de excessos, pra beber pedimos uma cava, que é o como se chama o espumante espanhol. Excessos pra Carol, que não está acostumada a beber espumante. E pra mim que não estou acostumada a precisar dar conta de meia garrafa! Tim-tim!

 

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A paella chegou sem muita fartura (traduzindo, não sobrou nada pra contar história), mas muito saborosa. Fechamos nossa conta em aproximadamente €60 – média que nos acompanhou em todos os nossos almoços e jantares de extravagância. Exceto em Amsterdam, quando batemos nosso recorde – não dá pra contar agora, mas calma, ainda chego lá…

 

Chegando em Barcelona…

O voo de Roma (aeroporto de Ciampino) para Barcelona (aeroporto de Girona) foi bem rápido e tranquilo. Nós chegamos de noitão e desta vez, voilá, não foram vendidos bilhetes de ônibus dentro do avião. Chegando em terra, entendemos o porque: só existia uma companhia de ônibus fazendo o trajeto pra Barcelona, por 12 euros… eu e Carol achamos um absurdo e fomos procurar outras alternativas. Quem sabe, rachar um taxi com mais 2 pessoas? Tão tolinhas, nós duas… o taxi era 150 euros. Então tá, vamos de ônibus…

Engraçado é que antes da viagem eu peguei um monte de informações sobre transportes de aeroportos para os centros das cidades onde iríamos. Essas dicas quase que não serviram pra nada, pois os aeroportos bem-servidos de infraestrutura de transporte (metrô, onibus e qq outro meio que vc imaginar) é sempre o aeroporto principal. Como a Ryanair só voa pros aeroportos de segunda grandeza, o jeito era a gente se virar com o que o aeroporto oferecia, e isso era, na maioria das vezes, uma companhia apenas com um preço somente. Onde está a livre concorrência?

Bom…. a saída de Girona foi demorada, e até Barcelona foi mais de 1h de onibus. Chegamos numa estação central de ônibus, mas era mais de 23h, a estação meio deserta… seguimos o fluxo para a estação de Metrô mais próxima, que também já estava quase fechando. Nem senti que estava na cidade que menos dormia na Europa! Saímos do metrô na Praça Catalunha, e procuramos o nosso hostel, que ficava a 100m da Praça. Só foi necessário encontrar a rua… ainda bem que a recepção do Hostel tava funcionando! Ficamos meio receosas de dar com a cara na porta, pois não sabíamos que demoraríamos tanto pra chegar. Foi mais tempo no deslocamento em terra que no ar… 😉

O Hostal Plaza, onde ficamos, não é um hostel recomendável. Ele é antigo, cheira o tempo todo a cigarro. O atendimento foi ok, nada demais, mas achei a estrutura meio mal conservada. Mas, em compensação, é super bem localizado. A Praça Catalunha (como já disse, a 100m do hostal), é ponto de chegada e partida pra tuuuudo. E tem um centro de informações turisticas embaixo da praça (é, embaixo mesmo, vai de escadinha rolante…) onde você não só tem todas as informações necessárias para fazer qualquer coisa em Barcelona, como também tem uma lojinha de souvenires bem lindinha onde você pode achar vários mimos da cidade. O chaveirinho da minha casa que uso hoje eu comprei lá. Foi 1 euro mais caro que quando eu vi na casa de Gaudí e fiquei fazendo doce pra comprar (bem-feito, bem-feito, bem-feito…). Mas nem tudo é mais caro, a Carol achou uns presentinhos lá mais barato que em outros lugares. Ou seja, se não quiser ficar batendo perna procurando souvenir, é um bom lugar pra comprar coisinhas de qualidade. Ponto.

Pagamos uma média de 23 euros por noite, em quarto só pra nós duas, banheiro compartilhado, sem café da manhã. Ao contrário de Roma, onde fomos super mimadas pela Mônica, aqui em Barcelona nos viramos sozinhas, a cada dia vendo uma pessoa diferente na recepção do Hostel e sem afinidade com nenhuma das pessoas encontradas. 😛 Acho que a única coisa que valeu mesmo no Hostal Plaza foi o elevador – até agora, acho que o elevador mais legal que já andei em toda a minha vida, hehe. Ele é antigão e, diferente de todos os elevadores existentes na Europa, esse elevador é suuuuper espaçoso. As portas dele têm maçaneta e você tem que fechar direitinho, senão ele não sobe. Dentro do elevador, dos dois lados, banquinhos de madeira pra sentar. Um luxo! Vejam se não é lindo:

 

 

Mais de perto, eu voltando as comprinhas feitas no Carrefour das Ramblas: