California Dreamin’

Adri e Liu

A Liu tá indo pra California, baby. Estou mais feliz que desolada, é verdade, afinal eu quero é o bem de quem eu quero bem… Mas em 2008 eu faço uma visitinha. Pronto, já vi que vou ficar mais um ano sem trocar o carro… 😉

e eu achei esse texto mooooooito bom da Ailin Aleixo, que sou fã. Serve pra Liliu, e pra quem mais quiser aqui se encaixar, ‘de com força’, rsrs…..

O FIM
Ailin Aleixo

Partir é inevitável.

Um dia abandonaremos o conhecido, seja impulsionados por insatisfação, necessidade ou desejo. Em algum momento chegará o fim da inocência escolar, da proteção da casa dos pais, do conforto de um abraço, do calor de um beijo, de um casamento falido, do emprego insatisfatório, da vida. Querendo ou não, partiremos. É a única certeza verdadeira. A grande certeza.

Partir é essencial. Por mais que tenhamos consciência do que, de quem, nos cerca, os fatos, detalhes ínfimos e tão importantes, pessoas, lugares, cheiros, músicas, só se tornam especiais ao virarem história; a velha mania tão humana de valorizar apenas o perdido. Ou o vivido.

Partir é a coragem de abandonar o mapeado e rumar para o incógnito, sem trilha marcada nem estrada pavimentada. É curtir o nó no estômago diante no novo, essa paisagem tão bela e pouco apreciada.

Partir nos faz mais fortes, curiosos, atentos. Atiça os sentidos. Ficamos menos dependentes e nos livramos dos grilhões (para alguns, confortadores) do familiar. Partir causa movimento porque, assim como água parada apodrece, nós corremos o risco de virar rascunhos de nós mesmos ao acostumar com a estagnação. Nada é mais perigoso do que ficarmos satisfeitos com o medíocre.

Partir pode doer para quem fica, mas não mata. Ao contrário, cria infinitas e novas possibilidades de histórias a serem desenhadas com quaisquer cores (ou ausência delas para os mais melancólicos) numa folha em branco. Num futuro todo. Numa existência plena.

Viva cada história até o último detalhe, tome até a última gota de todos seus momentos porque não há nada mais reles do que abandonar a vida por covardia, esconder-se dela detrás de falsos motivos. Não há nada mais deprimente do que alguém que finge partir quando, na verdade, está fugindo. Furtar-se a viver plenamente com toda a dor, alegria, tristeza, desamores e paixões é o mesmo que não ter nascido.

Mas vá, se sentir que precisa ir. Vá, se o que o move é impossível de domar. Não deixe o medo paralisá-lo. Ignore os que não entendem, criticam, alertam, amedrontam porque esses, enquanto você segue seu faro, escrutina o desconhecido, permanecerão no mesmíssimo lugar. Criarão musgo, não sairão do decadente quarteirão da resignação—e isso sim é assustador.

Por isso tudo, estou indo.

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2 pensamentos sobre “California Dreamin’

  1. Adorei amore!!!
    Estou tão certa do que estou fazendo que as vezes nem acredito nessa certeza. Tb acho que tem a ver com destino, caminhos que se abrem e se cruzam. Não só o meu caminho, mas para aqueles que ficam tb.

    Que sirva de exemplo para quem me conhece, que dê coragem para aqueles que precisam tomar uma decisão. Quando é por um nobre motivo, gosto muito de servir como modelo para alguém. Neste caso, pelo menos, sei que posso.

    Apenas mudaria o título do texto (que ousadia, hehe). “O FIM” é muito definitivo, muito radical. Todo fim significa, de alguma forma, um “RECOMEÇO”.

    Ah, e carro novo é coisa de barão. O melhor mesmo é ficar de carro velho e viajar pelo mundo, hehehe. Irlanda e Califórnia, aqui vai Adriiiiiiiiii. kkkkkkk

    Bjos amiga, sentirei muitas saudades!!! Vc sabe disso.

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