Todo dia… era dia de indio….

Por uma boa parte da população de amigos mineiros com quem convivo, eu sou conhecida não como Adriane, e sim como Xingu. Vai entender lá porque esse apelido pegou… eu segui as instruções de mamãe: “não ligue, que aí pega. Se você não ligar, o apelido passa, as pessoas param.” Só que eu, em vez de não ligar, dava corda. Aí o efeito foi inverso e eu, aos 32 anos, mais de 20 anos depois de ganhar esse apelido, ainda sou gritada nas ruas de Beagá por Xingu.

Foi na quinta série, 1986 e eu com corte de cabelo channel, na altura da orelha. E com essa têz que me persegue (graças a deus. Adoro minha cor). E o Haroldo, professor de Matemática, com a mania de botar apelido em metade da sala. O meu foi Xingu porque na época estava passando o documentário Xingu na Rede Manchete – lembra?. E então ele dançava o Quarup na frente da sala… hoje, pensando bem, não sei o que ele queria. Coitado, né, os professores realmente fazem qualquer coisa pra atrair a atenção de um bando de pré-adolescentes, na faita dos 11 a 13 anos. O que sei é que todo o mundo ria e eu identifiquei, óbvio que inconscientemente, uma marca que eu poderia explorar. Quem estudou comigo até o terceiro ano científico sabe no que deu – meu primeiro fenômeno de popularidade.

De lá pra cá, muitos fatos engraçados: desfile de fantasia na escola (tenho foto, no segundo ano do segundo grau, não coloco aqui porque vai que copiam…); professores que não se lembram de mim pelo nome e sim pelo apelido; amigos da época que atéééé hoje encontro e me chamam de Xingu. “Adriane” é para estranhos. Não tenho o que reclamar, é um apelido muito querido e que me rendeu boas amizades.

Um fato que não esqueço foi estar uma vez zanzando pela Feira Hippie, ainda morando em BH, e ouvir a Rádio Feira me chamar: “Atenção Matheus, Aurélio e Xingu – Isabel aguarda vocês em frente da entrada principal do Palácio das Artes”. Essa familia Quirino, sei não….

E, também, a ligação de praxe que eu recebo no dia de hoje – o Matheus pode até esquecer meu aniversário, como geralmente acontece. Mas o Dia do Índio, ainda não me recordo de um ano que ele tenha esquecido….

Outro dia a Helena me chamou de Xingu. Fiquei horrorizada. Logo ela, que me conhece desde o pré-primário! Tsc, tsc, tsc. Mas acho que pode ser um case de valor agregado a marca (branding) a ser estudado… ou então, assumir: é realmente o fim dos tempos!

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