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Num rápido passeio em Los Angeles, de carro, deu pra fazermos muita coisa!!!

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Primeiro, passeamos pelas ruas próximas ao Hollywood Boulevard… fomos ao Chinese Theater, onde acontecia a cerimônia de entrega do Oscar, e ao Kodak Theater, onde acontece a cerimônia hoje. A vista abaixo é do shopping que se mistura ao Kodak Theater. Grandioso, exagerado, parece algo como parte dos Jardins Suspensos da Babilônia….

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Em frente à calçada do dos dois teatros e um pouco mais além está a calçada da fama. E veja só quem eu vi passeando por lá!

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Na Calçada da Fama você também vê cenas surreais, como o capitão Jack Sparrow conversando com Alvo Dumbledore (diretor da escola de magiade Harry Potter) e o Coringa tomando um cafezinho – provavelmente, os aguados da Starbucks –  tranquilamente do seu lado… São as figuras equivalentes às nossas baianas de acarajé. Eles chegam, sorridentes, simpáticos, brincalhões, posam para as fotos e depois cobram dois dólares. Simples assim!

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IIIh, acho que a mulher-gato não gostou de tirarmos foto escondido! Tava rolando um clima com o Dumbledore, será?

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Em frente ao Chinese Theater ficam as famosas marcas deixadas por divas do cinema…. (adorei o Solo per Sempre!) 

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E também pelas últimas estrelas da temporada!

 

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Neste dia, almoçamos no The Grill, um restaurante com comida bem gostosa e presente próximo a várias atrações da cidade (eu vi em Santa Monica, no Kodak Theather e próximo à Rodeo Drive). Vi que eles tinham hamburguer de kobe no cardápio, uma carne de boi extra macia e saborosa. O Filé de Kobe é caríssimo, então escolhi o hamburguer (US$26) e pedi brócolis de acompanhamento. Achei engraçado a garçonte confirmar: “brócole?”, mas entendi o singular quando veio o prato. Nunca tinha visto um brócole desse tamanho.

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Saindo da Hollywood Boulevard, passamos pela Sunset, que achei bem sem graça. E depois passeamos pela Melrose, onde vi esse painel que mostra um pouquinho da básica expectativa dos americanos com relação a Obama. A Melrose é uma avenida bem charmosa. Tem restaurantes legais e lojinhas de design, brechós e roupas transadas – algumas de marcas conhecidas, mas a maioria, não.

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As marcas famosas (e caras) estão nessa rua aqui debaixo, a Rodeo Drive. Versace, Channel e todas as grifes de luxo, joalherias e lojas de cristal estão aqui. A rua é uma delícia de andar pra admirar vitrines. Se rolar  tentação pra comprar alguma coisa, melhor sair correndo da rua, qualquer gasto vai te impedir de fazer novas viagens pelos próximos anos…

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E cá estou eu nos Estados Unidos! Nem eu acredito. Pensei que ia rodar o mundo inteiro antes de vir parar aqui, mas estava bem fácil tirar o visto (vc já viu? Pode marcar para daqui a 3 dias, a depender da cidade…) e aproveitei para marcar essa viagem e resolver de vez as minhas percepções sobre o país. É que sou meio cismada com ele… pode ser preconceito, eu sei, o último presidente também não ajudou a melhorar essa idéia… mas uma junção de fatores – e milhas disponiveis – me trouxeram aqui! E agora vou aproveitar e ver tudo o que há de bom dentro das escolhas que eu fiz!

Começando por Santa Monica, que é uma gracinha de lugar e que escolhemos como base para Los Angeles e arredores. Seu ponto mais famoso é o pier, fotografado sei-lá-quantas-vezes, super familiar… Claro que ajudei a engordar a estatística!

Santa Monica Pier

No Pier de Sta Monica vc encontra restaurantes bem turisticos e um parque de diversões bem americano. Aliás, na primeira voltinha que dei na área me senti cercada de clichês ‘made in USA’. Desde a saída do aeroporto com Highways cruzando a cidade até o pier, o tal parquinho, as comidinhas… tudo faz vc se lembrar de algum filme/comercial/foto que vc já viu/assistiu em algum lugar. Essa sensação só piorou nos dias seguintes, mas ainda bem que depois passou… Claro que eu já tinha noção de como os EUA e sua cultura influenciam o mundo (Brasil incluído, claro), mas fiquei bem incomodada quando percebi agora o quanto!

Bom, voltando para Sta Monica…

Estava razoavelmente frio nos dias em que estivemos em LA, mas o vento que me fazia colocar calça jeans, jaqueta e tenis para ir a praia parecia não representar naaaada para os americanos que iam curtir o mar gelado do Pacífico. Eu ficava nervosa com as crianças entrando no mar! AAAAAH, que frio!

Praia de Sta Monica

Para baixo de Santa Monica está a Venice Beach e ao norte está Malibu, famosa pelo seriado Baywatch ( no Brasil, S.O.S. Malibu, o da Pamela Anderson e outras salva-vidas de maiô vermelho…). São praias muito famosas, muito bonitas, mas pra quem tem Praia do Forte tão pertinho, Villas do Atlântico, Ipitanga e Aleluia logo ali, é complicado comparar! :-D

Outro ponto turístico de Santa Monica é a Third Street Promenade, uma rua próxima à praia, apenas para pedestres, cheia de restaurantes e lojinhas. Se você procurar direitinho consegue um restaurante legal, mesmo que seja turístico. Foi bem difícil pra mim, nos primeiros dias, interagir com o cardápio americano. Mas com a prática já estou achando os lugares que têm mais a minha cara, sem fugir por completo de novas experiências culturais, hehehe. Na Third, comemos num restaurante chamado Trastevere – é uma rede, vc também o encontra no Hollywood Boulevard – especializado em cozinha italiana (de verdade, e não só pasta e pizza).

Não foi fácil achar um hotel BBB na região – vc pode até achar mais barato mais para o centro de Los Angeles, mas pode ser uma roubada. A área de Hollywood, por exemplo, é meio barra pesada à noite. E Santa Monica tem aquel jeitinho de balneário, então ajuda você a se sentir de férias… Por estarmos de carro, acabamos não optando por um hotel perto da orla – estavam um pouco acima do que queríamos pagar com a infra que queríamos. O Best Western GAteway foi uma excelente escolha – ele é muito bem cotado no TripAdvisor e no Booking, que continua pra mim sendo o melhor site pra fazer as reservas de hotel. Até agora não falhou nas informações passadas!

Santa Monica Pier 2

Quando ao Best Western, só não dá pra contar com um bom café da manhã. O restaurante que serve o hotel era um fastfood da rede Ihop, cheio de panquecas com sabores artificiais e comidas pra lá de gordurosas. Era triste ler o cardápio – e olha que até havia opções light!!!

Em Santa Monica, a 2 quadras da praia, também estão os escritorios do Yahoo!. Putz, porque não trouxe um curriculo no computador? Tentar não custava nada… ;-)

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Mas eu volto!

São 20 dias de férias que já eram desejadas, mas acabaram sendo programadas em tempo recorde – creio que em 10 dias acertamos passagem, hotéis e programação. Recorri aos amigos e companheiros de diversas viagens, principalmente na web! Consultei o blog do meu blaster guru Ricardo Freire e o blog Hotel California, tirei duvidas com o Arnaldo (Fatos e Fotos de Viagem) e marquei um café com a Eunice, companheira de Viaje na Viagem, que me deu dicas preciosas sobre os destinos que resolvi explorar desta vez… Obrigada, pessoal!

Como assim quarta-feira de Carnaval?

Bom, na verdade ainda não é um Carnavaaaaal oficialmente falando, mas é quando começam de fato os festejos, que só param na quarta-feira seguinte, a de cinzas. Uma comemoração por ser  ‘véspera’ de Carnaval. Pronto, motivo mais que suficiente pra ir pra rua.

E quarta-feira boa é na Barra, com o bloquinho Gravata Doida.  Você compra seu acesso através de amigos ou amigos de amigos. O preço é justo para um bloco de rua, camisas para as mulheres R$40,00 e conjuntinho gravata+bermuda para os homens R$50,00. E a noite é super tranquilinha, com mais uns poucos blocos de rua e bandinhas. O Gravata Doida faz uma concentração das 20h às 23h no Bar Barra Vento, com sambinha dentro do bar. A partir das 23h, uma bandinha puxa o povo de dentro do bar para dar uma volta, indo até o Farol da Barra e voltando para o Barra Vento. Surrupiei a fotinha  abaixo, de 2008, do site oficial, espero que os organizadores não fiquem muito brabos…

Concentracao do Gravata

A bandinha vai tocando musiquinhas de todos os carnavais que você conseguir se lembrar ou que já ouviu falar, inclusive, pasme! as musiquinhas deste ano.  Um “esforço de corda”  cerca a bandinha, as mulheres encamisadas e os homens engravatados – esforço porque volta e meia tem alguem tentando ser “penetra” no bloco.

Durante o percurso, achei e me perdi de meia Bahia (do baianês: de muita gente).  Quase às 2 da manhã, retornamos ao Barra Vento. E amanhã ainda é dia útil, meudeusdocéu…

Ano que vem tem mais. Se empolgue aqui…

http://www.gravatadoida.com.br/

http://circodailhaquadrada.blogspot.com/2008/02/o-bloco-perdido.html

Era mais um ‘buraco’ em minha existência baiana, mas este foi resolvido ano passado, quando o 02 de Fevereiro cosmicamente caiu no sábado de Carnaval: era a deixa, o chamado, não havia mais desculpas para eu não comparecer… então eu resolvi que, para o meu bem e felicidade geral minha também, eu ia! E fui super bem acompanhada, com o Riq e o Nick, durante a passagem deles pelo Carnaval de Salvador.

Pois bem, não quero mais faltar, e lá fui eu esse ano de novo. Fomos eu e Liu, fiel companheira nas festas de largo de 2009. Chegamos no Rio Vermelho por volta do meio dia e fomos direto ao mar ver as manifestações do candomblé.

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A praia estava lotada e a fila para deixar os presentes estava enooorme. Você pode enfrentar a fila e deixar suas rosas, espelhos, alfazemas, colares para Iemanjá em um dos cestos disponíveis, que seguirá junto com o presente principal dos pescadores para a Mãe d´Água, em um barco que puxa uma procissão de lanchas, barcos e escunas, no final da tarde.  Ou então evitar o delivery e entregar você mesmo, como o casal na foto. Não sei quanto cobram, mas achei que deve ser uma experiência e tanto… Levar o presente, sem intermediários! :-)

 

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Saindo da praia, você pode lavar seus pezinhos com água doce por meros R$0,50. Não podíamos deixar de aproveitar…

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Após a visita à praia, rodamos a área na busca de boa música e manifestações culturais pra acompanharmos. No meio da busca, esse camarote bem inusitado…. vem cá, onde é que guardaram os livros? :-S

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Encontramos um bloco bem legal descendo a Av. Cardeal da Silva, com uma bandinha de sopro e várias alegorias. E eis que de repente aparece Oxum bem na nossa frente….

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e ela, uau, Iemanjá! Que emoção!

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Passeamos mais um pouco pelo Rio Vermelho, chegando até quase à Praia da Paciência. Em frente ao Bar Bumerangue, o som estava bem legal. Mas já eram mais de 14h e estávamos ficando com fome. Resolvemos que era hora de sair da muvuca do chão e subir para o ar condicionado do Pestana, onde iríamos nos restabelecer com a Bacalhoada oferecida pelo hotel.

O evento foi bem legal, com pratos típicos portugueses e algumas misturas Brasil-Portugal, como uma moqueca de bacalhau. Não bastasse estar tudo uma delícia, ainda tínhamos a vista mais-ou-menos para aproveitar! Sras e Srs, a praia do Buracão, uma das boas pra tomar banho de mar com tranquilidade em Salvador… 

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E do outro lado, a muvuca da Lavagem. Já eram quase 16h, vários barquinhos aguardando para acompanhar os saveiros com os presentes!

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Lá pelas 16h40, saiu o cortejo.

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Para quem está no Pestana, a vista não tem como ser melhor. Pois os barcos vão até mais ou menos a frente do hotel, se organizam mais ou menos num ‘círculo’ e os presentes são jogados ao mar. Dos barquinhos, alguns fogos. Deve ser divertido estar em algum deles… quem sabe ano que vem!!!!

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02 de Fevereiro, Dia de Iemanjá – creio que todos os anos vou depositar flores pedindo para estar presente na lavagem do ano seguinte!

Pelo que pesquisei, o culto a Iemanjá começou no século 16,  entre os negros não-escravos que sobreviviam da pesca no litoral baiano. A devoção era principalmente masculina, mas as esposas aderiam durante as tempestades, desesperadas pedindo à dona das águas pra não levar seus maridos… A tradição dos presentes começou em 1924, depois de um período bem ruim de pesca. Os pescadores resolveram fazer uma oferenda e pedir à Iemanjá que a fartura no mar voltasse, e foram bem-sucedidos. Os presentes devem ser itens de vaidade femininos e rosas. Se os balaios flutuarem, ela está recusando os presentes, o que não é bom sinal. Mas geralmente ela aceita, sim, rsrsrs….

O presente dos pescadores para Iemanjá este ano foi um peixe mero com duas sereias. Os pescadores escolheram este peixe porque ele está proibido de ser pescado por tempo indeterminado, por correr risco de extinção. Com esse presente, eles pedem fartura no mar e paz entre os homens.

O saveiro que leva a oferenda principal sai por volta das 16h30min. Se você quer ver a saída, o melhor é estar na região a partir das 16h, que é o horário marcado (em 2008, eles foram bem pontuais). Este ano, já eram quase 17h00min quando a procissão seguiu. Junto, mais sete embarcações levavam os balaios de palha com presentes, além de dezenas de outros barcos/lanchas/escunas/jetskis seguindo o cortejo marítimo.  Dizem que os barcos navegam 7,5 km pra deixar os presentes. Sou péssima com distâncias, mas achei que não me pareceu tão longe assim.

Se você for ao Rio Vermelho na noite de 01 de Fevereiro, na casa dos pescadores, já vai ver muitas manifestações do candomblé. No dia 02, tem muita gente que já está na praia às 05h00, para fazer as oferendas. Durante o dia, feijoadas acontecem em todo canto do Rio Vermelho. A festa é a maior manifestação religiosa pública do candomblé.

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