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A verdadeira razão  da minha passagem por Los Angeles se chama LA Lakers.

Estávamos em Los Angeles justo no final da temporada regular dos jogos da NBA, e conseguimos comprar ingressos para os 2 últimos jogos antes dos playoffs. Coincidência? Que nada. Tudo muito bem orquestrado, planejado e sonhado pelo namorado fã dos LA Lakers. Essa compra não foi nada fácil (nem barato), pois os Lakers têm uma grande torcida e já eram então um dos times favoritos para vencer o campeonato da NBA este ano (o que acabou acontecendo no dia 14 de junho).

A compra dos ingressos foi um capítulo bem interessante. Eles são vendidos na Ticketmaster (www.ticketmaster.com), mas muitas vezes já estão esgotados. Alguns torcedores costumam comprar os ingressos para toda a temporada, inclusive. São ingressos que variam de US$10,00 a US$1000,00, além, é claro, dos acentos que não têm preço (a eterna cadeira do Jack Nicholson, fã inveterado dos Lakers, por exemplo).

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Mas, então, como fazer? Apelar para o mercado paralelo, como em todo lugar. Mas para os jogos da NBA a coisa pode ser bem organizada. A própria Ticketmaster oferece a intermediação de tickets entre torcedores no link `ticketexchange’, no próprio site.  Lá, os detentores de ingressos podem anunciar seus tickets e qualquer um pode comprá-los, às vezes até com serviços extras, como estacionamento já incluso. É claro que cada um coloca o valor que acha que o ingresso vale… Achei bem interessante e seguro. Você compra com cartão de crédito, imprime em casa com o código de barras, leva no dia e pronto! Mas atenção, não são todos os cartões que são aceitos. No nosso caso, tivemos que apelar para uma pessoa nos EUA que comprasse para nós, pois o cadastro não aceitava nosso endereço no Brasil. Liguei pra Ticketmaster, e eles disseram que a venda é internacional e que qualquer um no mundo pode comprar. Deve ter sido um bug – assim esperamos…

Chegando ao Staples Center, já dá pra sentir o clima de festa. Balões enfeitam a fachada do estádio e um estúdio de transmissão ao vivo é montado do lado de fora, com a presença de lendas do basquete como comentaristas.

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No meio da confusão, todos querem tirar uma foto com Magic Johnson – ele, sempre em posição de ataque….

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Dentro do Staples Center, você pode comprar souvenirs do Lakers em quiosques espalhados pelo estádio ou em uma Mega loja oficial bem na entrada principal. Melhor comprar antes do jogo! No primeiro dia tentamos comprar na saída e estava muito cheia e já desfalcada de vários itens. No jogo seguinte, já fui comprar minha camiseta dos Lakers logo que cheguei (sim, acabei virando torcedora).

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Nunca imaginei que ia me divertir tanto em um jogo de basquete. Não sou muito chegada a esportes e só consigo ver qualquer partida sem cochilar se for jogo da copa do mundo – e não porque o jogo é interessante, e sim pela festa e barulho que geralmente as pessoas fazem. Mas o jogo é emocionante, rápido e conta com vários estímulos para a platéia não sossegar um minuto na cadeira.

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E comeeeeça o jogo!

É um espetáculo recheado de situações bem americanas, mesmo. Em intervalos, entram em ação as LakersGirls, as tais cheerleaders; pequenos e grandes prêmios são distribuídos pelos patrocinadores através de sorteios e ações nas quadras com torcedores; câmeras que projetam imagens nos telões centrais incentivam as pessoas que são filmadas na platéia a fazerem dancinhas (quanto mais esquisita, maior o barulho no estádio) ou focalizam  casais que devem se beijar ao aparecerem no telão; vídeos de jogadores em ações sociais da NBA, o NBA Cares, também são apresentados incentivando todos a “fazerem a sua parte”. Tudo muito dinâmico e com muita música.

Viva o merchandising!

LakerGirls em ação: Viva o merchandising!

Assistimos os jogos do Lakers contra o Memphis Grizzlies (ganhamos de 92 a 75) e contra o Utah Jazz ( vitória de 125 a 112). De volta pra casa, acompanhei os Playoffs e vibrei com os dois últimos jogos da temporada. E agora mal posso esperar pra Outubro chegar, quando tudo começa novamente…

Eu quase troquei o Getty Center por um passeio em uma das cidadezinhas próximas a LA. Estava achando a cidade muito feia e com atrações muito fúteis. Até as ligadas ao cinema, um tema que eu gosto, achei que eram muito ‘over’. Então pensei que o Getty ia acabar sendo uma furada também. Daí reservamos uma manhã para dar uma passadinha por lá, ver suas obras primas (lá você pode encontrar Monet, Renoir, Van Gogh, Cézanne) e dar o passeio por encerrado. Mas não foi isso que aconteceu.

Quando chegamos, descobrimos que o Getty Center é enorme. E lindo. E apaixonante. A arquitetura do lugar e seus jardins te convidam a passar o dia inteiro por lá. Ele tem um restaurante e uma cafeteria, mas você também pode levar um lanche para fazer um piquenique em seus jardins, se quiser.

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O Getty Center foi feito para não só abrigar excelentes atrações e obras de arte, mas também é uma obra-prima de arquitetura em si, além de ter projetos paisagísticos belíssimos. Acabei deixando todas as atrações do dia pra lá e só saí do Getty às 15h porque tínhamos um compromisso com hora marcada no centro de Los Angeles. Senão só sairia de lá quando anoitecesse, expulsa pela equipe da faxina, eheheh. E a gente nem deu sorte com o tempo, o dia estava nublado… se estivesse um lindo dia de sol, pegaríamos essa vista maravilhosa, que peguei emprestado da wikipedia:

The near 180 degree panoramic view of Los Angeles looking south from the Getty on an exceptionally clear day. The 405 freeway intersects the view

 As exposições do Getty são excelentes. Fiquei bastante impressionada com a de fotografia, algo novo pra mim. E, claro, me emocionei com Van Gogh. A fotografia não reproduz 0,1% do que a pintura representa, mas mesmo assim tirei foto deste e de outros quadros. Posso com isso ter uma lembrança do que senti ao ver os de verdade…

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O Getty Center foi criado a partir de J. Paul Getty, um magnata do petroleo de gosto refinado que aproveitou seu desejo de colecionar obras de arte para gentilmente compartilhar com todos nós mortais. Foi um dos casos em que o dinheiro em excesso foi muito bem aproveitado. Agora, o Getty Center ficou muito maior do que seu fundador pensava, e mesmo assim se auto-sustenta – tanto que antes da existência deste moderno conjunto de edificios, antes o Getty ficava no Getty Villa, em Malibu, antiga residência de Paul Getty.

Na Getty Villa eu não fui. Parece ser muito bonita, mas não senti falta.

 

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O conjuto do Getty Center não só é bonito, mas também é seguro: sua estrutura foi feita para suportar um terremoto de até 7,5 na escala Richter. Seu acesso é gratuito – você só paga se for de carro (US$10 o estacionamento).

Para saber mais, seguem os site abaixo. Recomendo acessar a wikipedia em inglês, que tem informações e imagens mais ricas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Getty_Center

http://www.getty.edu/

http://en.wikipedia.org/wiki/Getty_Center#Museum.

Num rápido passeio em Los Angeles, de carro, deu pra fazermos muita coisa!!!

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Primeiro, passeamos pelas ruas próximas ao Hollywood Boulevard… fomos ao Chinese Theater, onde acontecia a cerimônia de entrega do Oscar, e ao Kodak Theater, onde acontece a cerimônia hoje. A vista abaixo é do shopping que se mistura ao Kodak Theater. Grandioso, exagerado, parece algo como parte dos Jardins Suspensos da Babilônia….

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Em frente à calçada do dos dois teatros e um pouco mais além está a calçada da fama. E veja só quem eu vi passeando por lá!

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Na Calçada da Fama você também vê cenas surreais, como o capitão Jack Sparrow conversando com Alvo Dumbledore (diretor da escola de magiade Harry Potter) e o Coringa tomando um cafezinho – provavelmente, os aguados da Starbucks –  tranquilamente do seu lado… São as figuras equivalentes às nossas baianas de acarajé. Eles chegam, sorridentes, simpáticos, brincalhões, posam para as fotos e depois cobram dois dólares. Simples assim!

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IIIh, acho que a mulher-gato não gostou de tirarmos foto escondido! Tava rolando um clima com o Dumbledore, será?

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Em frente ao Chinese Theater ficam as famosas marcas deixadas por divas do cinema…. (adorei o Solo per Sempre!) 

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E também pelas últimas estrelas da temporada!

 

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Neste dia, almoçamos no The Grill, um restaurante com comida bem gostosa e presente próximo a várias atrações da cidade (eu vi em Santa Monica, no Kodak Theather e próximo à Rodeo Drive). Vi que eles tinham hamburguer de kobe no cardápio, uma carne de boi extra macia e saborosa. O Filé de Kobe é caríssimo, então escolhi o hamburguer (US$26) e pedi brócolis de acompanhamento. Achei engraçado a garçonte confirmar: “brócole?”, mas entendi o singular quando veio o prato. Nunca tinha visto um brócole desse tamanho.

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Saindo da Hollywood Boulevard, passamos pela Sunset, que achei bem sem graça. E depois passeamos pela Melrose, onde vi esse painel que mostra um pouquinho da básica expectativa dos americanos com relação a Obama. A Melrose é uma avenida bem charmosa. Tem restaurantes legais e lojinhas de design, brechós e roupas transadas – algumas de marcas conhecidas, mas a maioria, não.

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As marcas famosas (e caras) estão nessa rua aqui debaixo, a Rodeo Drive. Versace, Channel e todas as grifes de luxo, joalherias e lojas de cristal estão aqui. A rua é uma delícia de andar pra admirar vitrines. Se rolar  tentação pra comprar alguma coisa, melhor sair correndo da rua, qualquer gasto vai te impedir de fazer novas viagens pelos próximos anos…

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E cá estou eu nos Estados Unidos! Nem eu acredito. Pensei que ia rodar o mundo inteiro antes de vir parar aqui, mas estava bem fácil tirar o visto (vc já viu? Pode marcar para daqui a 3 dias, a depender da cidade…) e aproveitei para marcar essa viagem e resolver de vez as minhas percepções sobre o país. É que sou meio cismada com ele… pode ser preconceito, eu sei, o último presidente também não ajudou a melhorar essa idéia… mas uma junção de fatores – e milhas disponiveis – me trouxeram aqui! E agora vou aproveitar e ver tudo o que há de bom dentro das escolhas que eu fiz!

Começando por Santa Monica, que é uma gracinha de lugar e que escolhemos como base para Los Angeles e arredores. Seu ponto mais famoso é o pier, fotografado sei-lá-quantas-vezes, super familiar… Claro que ajudei a engordar a estatística!

Santa Monica Pier

No Pier de Sta Monica vc encontra restaurantes bem turisticos e um parque de diversões bem americano. Aliás, na primeira voltinha que dei na área me senti cercada de clichês ‘made in USA’. Desde a saída do aeroporto com Highways cruzando a cidade até o pier, o tal parquinho, as comidinhas… tudo faz vc se lembrar de algum filme/comercial/foto que vc já viu/assistiu em algum lugar. Essa sensação só piorou nos dias seguintes, mas ainda bem que depois passou… Claro que eu já tinha noção de como os EUA e sua cultura influenciam o mundo (Brasil incluído, claro), mas fiquei bem incomodada quando percebi agora o quanto!

Bom, voltando para Sta Monica…

Estava razoavelmente frio nos dias em que estivemos em LA, mas o vento que me fazia colocar calça jeans, jaqueta e tenis para ir a praia parecia não representar naaaada para os americanos que iam curtir o mar gelado do Pacífico. Eu ficava nervosa com as crianças entrando no mar! AAAAAH, que frio!

Praia de Sta Monica

Para baixo de Santa Monica está a Venice Beach e ao norte está Malibu, famosa pelo seriado Baywatch ( no Brasil, S.O.S. Malibu, o da Pamela Anderson e outras salva-vidas de maiô vermelho…). São praias muito famosas, muito bonitas, mas pra quem tem Praia do Forte tão pertinho, Villas do Atlântico, Ipitanga e Aleluia logo ali, é complicado comparar! :-D

Outro ponto turístico de Santa Monica é a Third Street Promenade, uma rua próxima à praia, apenas para pedestres, cheia de restaurantes e lojinhas. Se você procurar direitinho consegue um restaurante legal, mesmo que seja turístico. Foi bem difícil pra mim, nos primeiros dias, interagir com o cardápio americano. Mas com a prática já estou achando os lugares que têm mais a minha cara, sem fugir por completo de novas experiências culturais, hehehe. Na Third, comemos num restaurante chamado Trastevere – é uma rede, vc também o encontra no Hollywood Boulevard – especializado em cozinha italiana (de verdade, e não só pasta e pizza).

Não foi fácil achar um hotel BBB na região – vc pode até achar mais barato mais para o centro de Los Angeles, mas pode ser uma roubada. A área de Hollywood, por exemplo, é meio barra pesada à noite. E Santa Monica tem aquel jeitinho de balneário, então ajuda você a se sentir de férias… Por estarmos de carro, acabamos não optando por um hotel perto da orla – estavam um pouco acima do que queríamos pagar com a infra que queríamos. O Best Western GAteway foi uma excelente escolha – ele é muito bem cotado no TripAdvisor e no Booking, que continua pra mim sendo o melhor site pra fazer as reservas de hotel. Até agora não falhou nas informações passadas!

Santa Monica Pier 2

Quando ao Best Western, só não dá pra contar com um bom café da manhã. O restaurante que serve o hotel era um fastfood da rede Ihop, cheio de panquecas com sabores artificiais e comidas pra lá de gordurosas. Era triste ler o cardápio – e olha que até havia opções light!!!

Em Santa Monica, a 2 quadras da praia, também estão os escritorios do Yahoo!. Putz, porque não trouxe um curriculo no computador? Tentar não custava nada… ;-)

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Mas eu volto!

São 20 dias de férias que já eram desejadas, mas acabaram sendo programadas em tempo recorde – creio que em 10 dias acertamos passagem, hotéis e programação. Recorri aos amigos e companheiros de diversas viagens, principalmente na web! Consultei o blog do meu blaster guru Ricardo Freire e o blog Hotel California, tirei duvidas com o Arnaldo (Fatos e Fotos de Viagem) e marquei um café com a Eunice, companheira de Viaje na Viagem, que me deu dicas preciosas sobre os destinos que resolvi explorar desta vez… Obrigada, pessoal!

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